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Sociedade

Dificuldades financeiras obrigam a contenção na Marinha Grande

O presidente da Câmara da Marinha Grande, Álvaro Pereira alerta que as dificuldades financeiras da autarquia vão obrigar o executivo PS a uma “escolha criteriosa” dos projectos a concretizar.

O presidente da Câmara da Marinha Grande, Álvaro Pereira alerta que as dificuldades financeiras da autarquia vão obrigar o executivo PS a uma “escolha criteriosa” dos projectos a concretizar.

Em conferência de imprensa, Álvaro Pereira considerou que a situação financeira é “preocupante”, mas que terá uma resposta “firme” por parte do executivo. O passivo foi estimado pelo autarca em 1,3 milhões de euros.

“Estamos preocupados com a falta de sustentabilidade financeira que encontrámos nesta autarquia e nos seus projectos. Mas responderemos com decisões bem preparadas, fundamentadas na legalidade e no rigor”, disse o autarca.

O presidente admitiu que, no dia 15 de Fevereiro, existiam 170 mil euros na conta à ordem da câmara, o que não daria para pagar os salários aos funcionários. No entanto, o autarca assegurou que com as receitas que deram entrada, entretanto, nos cofres da autarquia garantiram a liquidez necessária para honra os compromissos.

“Não há capacidade para acorrer a todos os pedidos que nos aparecem aqui, mas a autarquia irá sempre honrar os compromissos com os seus trabalhadores”, frisou.

Para o socialista, a situação da câmara é “estável, sem dívidas a fornecedores além dos 30/60 dias”, mas “sem capacidade de investimento próprio”.

Além disso, “assiste-se a uma redução progressiva das receitas municipais”, o que iria causar problemas de tesouraria a breve prazo caso “não houvesse uma redução da despesa corrente imediata”.

O orçamento da câmara para 2010 é de cerca de 22 milhões de euros. Depois de pagas todas as despesas, ficariam disponíveis para investimento dois milhões de euros “caso as dívidas a fornecedores fossem zero, o que não acontece”.

O autarca referiu ainda que, tal como o anterior executivo anunciara, existiam cerca de 2,5 milhões de euros nos cofres da autarquia. No entanto, esta verba foi insuficiente para pagar todas as dívidas existentes até ao final de 2009. “Existia dinheiro, mas esqueceram-se [executivo PCP/PSD] de referir que também havia dívidas”, disse.

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