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Sociedade

Câmara de Leiria vai apoiar famílias carenciadas na compra de medicamentos

A Câmara Municipal de Leiria vai apoiar as famílias carenciadas com 100 euros anuais, por agregado, para a compra de medicamentos sujeitos a receita médica, no âmbito de um protocolo assinado hoje com todas as farmácias do concelho.

A Câmara Municipal de Leiria vai apoiar as famílias carenciadas com 100 euros anuais, por agregado, para a compra de medicamentos sujeitos a receita médica, no âmbito de um protocolo assinado hoje com todas as farmácias do concelho.

O protocolo visa apoiar a aquisição de medicamentos tributados à taxa de cinco por cento e com receita médica do Serviço Nacional de Saúde (SNS) das famílias do concelho de Leiria que comprovem que se encontram em situação de carência económica.

O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, adiantou à agência Lusa que o valor de 100 euros anuais é apenas um começo.

“Vamos analisar os resultados do projeto e verificar se é preciso haver um reajustamento”, disse.

O autarca referiu ainda que este é um “tecto máximo” e que os “casos serão analisados em si”, acrescentando que “daqui a uns meses já se saberá o que retificar”, acrescentou.

Serão apoiados os agregados familiares cujo rendimento mensal per capita não ultrapasse 70 por cento da pensão mínima.

De acordo com o protocolo, a autarquia irá enviar às farmácias a lista de agregados familiares beneficiários, que levantarão os medicamentos, cabendo à câmara pagar o valor diferencial que não é comparticipado pelo Estado.

“Esta é uma iniciativa que visa combater os problemas de exclusão social, que é uma realidade que cada vez mais afeta todo o País. Esta intervenção resulta de sinergias com todas as farmácias do concelho”, adiantou Raul Castro.

O presidente da câmara acrescentou ainda que “gostaria que esta ação não existisse, pois era sinal que não havia pobreza”.

A delegada regional da Associação Nacional de Farmácias, Dulce Caçador, considerou que este protocolo evidencia que a autarquia “está atenta ao problemas das famílias”.

Admitindo que não “os resolverá todos”, afirmou que “será uma ajuda”.

O documento é válido até dia 31 de dezembro, sendo “renovável automaticamente por períodos de um ano”.