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Desporto

Comentadores: a estreia cinzenta de Portugal e as críticas de Deco

Acompanhe as opiniões dos comentadores REGIÃO DE LEIRIA sobre a participação de Portugal no Mundial 2010. Em análise, a estreia contra a Costa do Marfim e as declarações de Deco.

Acompanhe as opiniões dos comentadores REGIÃO DE LEIRIA sobre a participação de Portugal no Mundial 2010. Em análise, a estreia contra a Costa do Marfim e as declarações de Deco.

FALTAM 5 DIAS PARA O SEGUNDO JOGO DE PORTUGAL NO MUNDIAL 2010

Nídia Prata
treinadora de futsal

Álvaro Romão
realizador

Vítor Pontes
treinador de futebol

João Paulo Pedrosa
deputado

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O que explica a fraca estreia de Portugal frente à Costa do Marfim? Não considero fraca. Foi muito igual aos primeiros jogos de todos os grupos, só a Alemanha é que se destaca. Noto é que temos miúdos a jogar contra homens de barba rija. Estiveram muito tímidos e nervosos e apanharam uma equipa com a lição muito bem estudada, que sabia o que fazer para neutralizar a nossa selecção. Bom resultado seria ganhar, mas atendendo ao jogo nem foi má a divisão de pontos. Já o tinha dito aqui: as equipas africanas, embora tenham muitas individualidades, jogam em bloco, como equipa. E viu-se como a Costa do Marfim foi muito mais acutilante antes da entrada de Drogba. Portugal está uma equipa de remendos, com jogadores em baixo de forma e outros saídos de lesões. Esta selecção não é constituída pelos que mais se destacaram ao longo do ano. E, essencialmente, não há um líder nesta equipa. E Queiroz já provou que também não o é.
Não me surpreendeu o jogo cinzento de Portugal. Por duas razões: a falta de dinâmica ofensiva da nossa equipa, colectivamente pouco agressiva no ataque; a postura da Costa do Marfim, como a maioria das equipas muito defensiva – e nós nunca soubemos encontrar soluções para a ultrapassar. Tenho de concordar com Eriksson: as duas equipas tiveram receio de perder o jogo. Queiroz esteve igual a si próprio, não acertou uma na convocação e também não era agora que ia acertar. Não podia ter havido mais confusão, jogadores fora dos lugares e lugares com os jogadores de fora.
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Como analisa as críticas de Deco a Carlos Queiroz no final do encontro? Não ouvi o que ele disse. Mas essas situações internas têm de ser resolvidas internamente. Jogadores descontentes com substituições vai haver sempre. Não discordo que haja luso-brasileiros na selecção, mas discordo de estarem a ouvir o hino e não o cantarem… Mas isso não é suficiente para não jogarem. A entrada do Tiago acabou por resultar, conseguiu pôr a bola mais no espaço e não entrar tanto no confronto. Por um lado, acho que Deco não devia ter dito o que disse, mas isso também é um reflexo da falta de liderança desta equipa. Por outro lado, o medo que Queiroz demonstra é desesperante, até para os seus próprios jogadores. Esperar para ver é o que fazem as equipas mais fracas. Portugal tem de assumir, de uma vez por todas, que é uma equipa que joga sempre para ganhar. Os jogadores portugueses ao serviço da nossa selecção, e como qualquer patriota que se preze, devem estar disponíveis e dar o máximo em defesa da sua pátria, respeitando as decisões de quem decide. Goste-se ou não dessas decisões. Ninguém nunca há-de perceber porque é que com tão bons jogadores portugueses em Macedo de Cavaleiros e Vila do Conde foi logo lembrar-se de convocar jogadores portugeses de Campinas e Niterói.
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Queiroz esteve igual a si próprio, não acertou uma na convocação e também não era agora que ia acertar. Não podia ter havido mais confusão, jogadores fora dos lugares e lugares com os jogadores de fora.