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Sociedade

Arquitectos contestam demolição das capela das Chãs

O Conselho Diretivo Regional Sul da Ordem dos Arquitetos (OA) considera que a eventual demolição da capela das Chãs, em Regueira de Pontes, Leiria, será “uma machadada” na rede patrimonial do país.

O Conselho Diretivo Regional Sul da Ordem dos Arquitetos (OA) considera que a eventual demolição da capela das Chãs, em Regueira de Pontes, Leiria, será “uma machadada” na rede patrimonial do país.


Em comunicado ontem divulgado, aquele órgão da OA sublinha que o templo, a Capela de Nossa Senhora das Necessidades, guarda um retábulo do século XVI, considerando-o “uma estimável obra de arquitetura, testemunho de religiosidade do passado”.

A antiga capela é “elemento de uma vasta rede patrimonial que caracteriza as nossas paisagens e territórios” e a sua possível demolição constituiria “mais uma machadada nessa rede, que é nacional, bem como na riqueza cultural do concelho de Leiria, da freguesia de Regueira de Pontes e lugar de Chãs”.

O Conselho Diretivo Regional Sul da OA lembra casos semelhantes ocorridos no passado, como a demolição da capela românica de Joane para se construir um novo templo na década de 70 do século passado, considerando-o um exemplo que “não impediu totalmente a sua repetição”.

A OA apela “para o bom senso esclarecido das autoridades e população local no sentido de conservar a capela de Chãs e até a valorizar”, recordando que o Plano Diretor Municipal deLeiria propõe a classificação do templo como valor concelhio.

Reconstruída no século XVIII, a Capela de Nossa Senhora das Necessidades, nas Chãs, recebeu na segunda década do século XX uma torre sineira. Em março deste ano, a Junta de Freguesia de Regueira de Pontes decidiu demolir a igreja, depois da vontade manifestada por parte da população da freguesia, que construiu uma nova capela a poucos metros da antiga.

A Câmara Municipal de Leiria aprovou a decisão de demolição, mas o processo encontra-se suspenso, depois da contestação assumida por organismos da região ligados à defesa do património.

Uma proposta de classificação da capela como imóvel de valor concelhio foi entregue no Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) pelo Centro de Património da Estremadura (CEPAE), Associação para o Desenvolvimento de Leiria (ADLEI) e um conjunto de arquitetos de Leiria.

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