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Sociedade

Juiz adia divulgação das medidas de coação para “Máfia do Oeste”

O juiz de instrução criminal do Tribunal de Leiria adiou a divulgação das medidas de coação aos seis detidos no âmbito da operação “Máfia do Oeste” para as 15:00 de hoje.

O juiz de instrução criminal do Tribunal de Leiria adiou a divulgação das medidas de coação aos seis detidos no âmbito da operação “Máfia do Oeste” para as 15:00 de hoje.

A divulgação das medidas de coação dos quatro italianos e dois portugueses detidos na quinta feira passada, no concelho do Bombarral, estavam previstas para quarta feira cerca das 21:00.

No entanto, os suspeitos só uma hora depois começaram a ser chamados, individualmente.

O juiz interrompeu os trabalhos por volta das 00:45, quando ainda faltavam entrar dois suspeitos italianos.

Fonte judicial informou que o tribunal está a aguardar informações de Itália relativas aos arguidos.

Mas, as medidas de coação serão hoje lidas, independentemente da chegada dos esclarecimentos de Itália.

Os seis indivíduos, entre os quais Giovanni Lore, alvo de um mandado de detenção europeu e apontado como um dos líderes da máfia siciliana, foram detidos pela Polícia Judiciária (PJ) e sobre eles recaem suspeitas da prática dos crimes de burla qualificada, furto e viciação de veículos, recetação, associação criminosa e branqueamento de capitais.

Durante a operação “Máfia do Oeste”, a PJ apreendeu “diversos veículos, vários computadores e pens, muita documentação comercial, carimbos de firmas clonadas e uma arma de fogo”.

Uma mulher brasileira – namorada de um dos italianos detidos, segundo fonte judicial -, que foi detida na mesma operação por se encontrar ilegal em Portugal, passou à condição de testemunha no processo.

Entretanto, a cidadã brasileira viu suspensa a ordem de expulsão do país, por ter apresentado “motivos adicionais” não revelados ao tribunal.

Já o caso referente ao mandado de detenção europeu que pendia sobre Giovanni Lore será apreciado nas próximas semanas pelo Tribunal da Relação de Lisboa.

Na madrugada de quinta feira, à saída do Tribunal de Leiria, o advogado dos suspeitos, João Leitão, recusou-se a prestar declarações aos jornalistas.

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