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Sociedade

Novo consórcio para construir estação de tratamento de efluentes em Leiria

Há um novo consórcio para se avançar com a criação da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES), em Leiria, revelou o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

O secretário de Estado do Ambiente disse hoje que foi constituído um novo consórcio com a Recilis, empresa de tratamento de efluentes, para se avançar com a criação da Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES), em Leiria.

Recilis, Águas de Portugal e Luságua junta em novo modelo de negócio

À margem da apresentação do projeto da exploração da energia das ondas, na Marinha Grande, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, adiantou que após uma inspeção criteriosa às contas da Recilis, o valor que esta tinha recebido do Instituto da Água – 666 431 euros – para pagar as obras na estação de tratamento de águas residuais (ETAR) Norte, em Leiria, já apareceu.

“Essa dívida, que era dinheiro do Estado e que deveria ir parar a um certo interveniente [Simlis], já chegou, o que é um sinal positivo”, revelou Humberto Rosa. O secretário de Estado elogiou ainda o facto de ter sido constituído um novo consórcio para construir a ETES, após a saída de um dos parceiros, que abriu falência.

Humberto Rosa afirmou também que há novas propostas de “novos agentes, incluindo o grupo da Águas de Portugal, que tem sido o nosso proativo parceiro nesta matéria” e “há uma proposta de envolvimento da Recilis, com um certo investimento”.

Segundo o secretário de Estado, para que o primeiro passo seja dado é necessário que a Recilis “responda à confirmação da sua disponibilidade para a quota parte do investimento que faz falta”.

Humberto Rosa salientou, no entanto, que as dificuldades que surgiram não foram da Recilis: “Pelo que me vão dizendo, as negociações estão bem encaminhadas. O nível de apoio que o Estado sempre prometeu mantém-se em cima da mesa.”

O administrador da Recilis, David Neves, esclareceu à agência Lusa que a empresa está à espera que a Águas de Portugal lhe envie o protocolo para que seja assinado por todas as partes.

Segundo o dirigente da empresa de tratamento de efluentes, foi criado um novo conjunto de parcerias entre a Recilis, a Águas de Portugal e a Luságua, com um “novo modelo de negócio”.

O responsável garantiu ainda que a Recilis “assume a sua quota parte do financiamento, mas não irá assumir qualquer compromisso que não possa cumprir”.

Para David Neves, a situação pode ficar desbloqueada nos próximos dias: “Assim que o protocolo nos chegar, assinaremos de imediato.”

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