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Sociedade

Quinze colégios da região de Leiria encerrados pelos pais (vídeo)

Os pais dos alunos de 15 colégios do distrito de Leiria e concelho de Ourém protestaram hoje de manhã às portas dos estabelecimentos impedindo a entrada de professores, funcionários e alunos.

Os pais dos alunos de 15 colégios do distrito de Leiria e concelho de Ourém protestaram hoje de manhã às portas dos estabelecimentos impedindo a entrada de professores, funcionários e alunos. Na maioria dos casos, não chegou a haver aulas.

A contestação deverá prolongar-se amanhã em algumas escolas contra a portaria do Ministério da Educação que define o financiamento aos privados com contratos de associação.
Segundo relatou à agência Lusa Cristina Bailão, presidente da associação de pais do Colégio Dr. Luís Pereira da Costa emonte Redondo, a chuva intensa fez com que as crianças tivessem de entrar no estabelecimento para se abrigarem no pavilhão gimnodesportivo.

O Colégio Conciliar Maria Imaculada, em Leiria, também contou com uma manifestação de pais à porta, que encerraram o estabelecimento e marcharam mais tarde até à Câmara Municipal de Leiria.

“É uma manifestação solidária, cívica, exemplar”, relatou à Lusa Filipe Pinto, representante dos pais.

Registou-se um cenário idêntico no Instituto D. João V, no Louriçal, que esteve fechado até meio da manhã. Já em S. Mamede, Batalha, os pais realizaram uma caminhada até ao Santuário de Fátima. No Colégio João de Barros, Pombal, a contestação decorreu ao longo do dia de quarta-feira.

O movimento SOS Educação esperava para o hoje  o encerramento de cerca de 50 estabelecimentos, mais do dobro das escolas privadas com contrato de associação que fecharam as portas na quarta-feira.

Na quarta-feira, cerca de 25 escolas das 93 privadas com contrato de associação foram encerradas por pais em protesto.

Em causa, está uma portaria que determina um financiamento de 80.080 euros por ano e por turma nas escolas com contrato de associação, uma verba inferior em cerca de dez mil euros ao reclamado pela Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo.

A ministra da Educação já fez saber, na terça-feira, que o Governo não vai ceder a “formas de pressão, nem tentativas de impressionar a opinião pública”, nem tão pouco vai continuar a financiar “privilégios e lucros” de alguns colégios.

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