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Sociedade

Câmara de Leiria aumenta ajuda na compra de medicamentos às famílias carenciadas

A Câmara de Leiria decidiu aumentar a comparticipação na compra de medicamentos às famílias numerosas e de baixos rendimentos, antecipando o agravamento da crise.

A Câmara de Leiria decidiu aumentar a comparticipação na compra de medicamentos às famílias numerosas e de baixos rendimentos, antecipando o agravamento da crise, disse à Lusa o presidente da autarquia.

“A situação está cada vez mais complicada e esta é a nossa forma de contribuir para minorar o esforço das pessoas carenciadas do concelho ao nível da saúde”, explicou Raul Castro.

Até agora eram 225 as famílias apoiadas, com um valor máximo de 100 euros anuais por agregado. A partir deste momento, o montante será atribuído a cada um dos membros da família, sendo que atualmente o número pessoas chega ao meio milhar.

O rendimento mensal das pessoas que podem candidatar-se ao apoio não pode ultrapassar os 70 por cento do salário mínimo nacional, mas segundo dados da autarquia o rendimento médio auferido por estas famílias é de 202.80 euros.

A decisão foi aprovada por unanimidade na última reunião de Câmara, que se realizou na terça-feira.

No ano de 2011 deram entrada 303 candidaturas, das quais 74.26 por cento foram deferidas, reportando-se a pessoas residentes em todo o concelho, à exceção de uma única freguesia, sendo que as freguesias de Marrazes e Leiria reúnem 66 por cento da totalidade dos beneficiários.

Os números facultados pela Câmara revelam que as candidaturas foram apresentadas maioritariamente por mulheres (70,76 por cento), predominando o escalão dos 40 aos 64 anos (63 por cento) relativamente à idade dos candidatos, seguido do escalão etário dos 18 aos 34 anos (18 por cento).

As famílias são constituídas sobretudo por pessoas isoladas (35.39 por cento). As restantes famílias distribuem-se, segundo o tipo, por monoparentais (24.35 por cento), nucleares com filhos (18.58 por cento), nucleares sem filhos (17.69 por cento), e, alargadas (3.98 por cento), abrangendo o total de 500 pessoas, das quais 362 adultos (61.60 por cento são mulheres e 38.39 por cento homens) e 138 crianças e jovens.

Lusa