“Que interessante!”, exclama a historiadora Genoveva Oliveira, quando lhe falamos sobre a pintura que desde terça-feira, 24 de janeiro, anima a fachada da Casa do Arco, na Rua Afonso Albuquerque, a espreitar a Praça Rodrigues Lobo.
“O edifício tem um significado muito grande na cidade porque era parte do antigo hospital da Misericórdia, que funcionou até ao século XIX”, explica a investigadora, antes de completar:
“No início do século XX, Ernesto Korrodi vai fazer uma intervenção muito grande em todo aquele quarteirão”, incluindo o atual número 14, a Casa do Arco, reconstruída em 1912 com o objetivo principal de ampliar a área de habitação.
No âmbito da sua tese de mestrado, Genoveva Oliveira criou a Rota de Arquitetura Korrodi, que contempla, justamente, a Casa do Arco.
“As pessoas associam-na muito ao Korrodi. É importante porque faz a ligação à área da Sé, onde ele viveu depois de casar”, diz a historiadora, simpatizando com a pintura mistério – uma forma “muito original e curiosa” de reviver a memória do arquiteto suíço, que faleceu em 1944, após concluir o principal estudo de reabilitação do Castelo de Leiria.
Opinião positiva têm também os comerciantes da zona. “O prédio está tão feio, dá-lhe alguma graça”, explica Nélson Caseiro, da loja Skulk, logo ali, na Rua Afonso Albuquerque.
Também Maria da Graça Paiva aplaude a iniciativa. “Eu gosto muito de história, fico satisfeita”, refere, sugerindo que “a gravura não foi ali posta por acaso”.
Para Jorge Jacinto, morador no centro histórico, terça-feira foi o dia em que ficou a conhecer o nome do arquiteto da Casa do Arco.
Quem fez a pintura? Mais difícil. “É um mistério, como diz o outro!”.
(notícia publicada na edição de 27 de janeiro de 2012)
Cláudio Garcia claudio.garcia@regiaodeleiria.pt

Romeu Cristóvão disse:
Deve conhecer extremamente o Bansky.