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Sociedade

APPC-Leiria sem capacidade para manter todos os tratamentos

Os tratamentos de hidroterapia e musicoterapia para os utentes do núcleo de Leiria da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) estão suspensos por falta de verbas desde o início do ano.

Os tratamentos de hidroterapia e musicoterapia para os utentes do núcleo de Leiria da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) estão suspensos por falta de verbas desde o início do ano.

Lúcia Bento, presidente da instituição, diz que “a situação não é nova” e “as dificuldades já se sentem há muitos anos”.

O acordo que a instituição possui com a Segurança Social permite-lhes assegurar parte do tratamento a 100 utentes. Todavia, a APPC-Leiria disponibiliza os seus serviços a quase 400 utentes.

“Estamos a fazer mais do que aquilo que nos compete mas não dizemos não a ninguém. Os utentes continuam a ter assegurados os tratamentos financiados pela Segurança Social, mas tudo o que seja tratamento complementar está em causa”, explica, referindo-se, entre outros, às aulas de hidroterapia que a APPC-Leiria frequentava nas piscinas municipais de Leiria.

A solução, segundo a responsável, passa pelo alargamento do acordo que existe com a Segurança Social. “Desde 2003 que nos prometeram que iam alargar o acordo a mais 50 utentes e, até agora, nada. Temos gastos mensais na ordem dos 26 mil euros e só recebemos metade do valor. Precisamos de renegociar o acordo”, refere.

Cansada pelo arrastar da situação, Lúcia Bento adianta que já equacionou “entregar as chaves da instituição” e só a solidariedade da população a fez recuar na decisão. “É graças às campanhas solidárias que temos sobrevivido mas não sei durante mais quanto tempo as pessoas nos vão puder ajudar”, salienta.

(notícia publicada na edição de 15 de junho de 2012)

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt

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