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Saúde

Se gosta de café, beba com moderação

Será que o café é tão benéfico quanto apregoam os inúmeros estudos clínicos divulgados em revistas científicas?

Se atendermos a algumas conclusões, o café pode reduzir o risco da forma mais comum de cancro da pele – o carcinoma basocelular, de morte por cancro orofaríngeo (boca e garganta) e de doença hepática e de fibrose nos pacientes com doença hepática crónica. Nas mulheres, contribuirá ainda para reduzir o risco de cancro da mama, além de as proteger contra os acidentes vasculares cerebrais.

Prevenção das doenças de Alzheimer e de Parkinson, proteção contra a insuficiência cardíaca, redução do risco de cancro da próstata avançado, da diabetes tipo 2, de quadros depressivos e de dores de cabeça são outros efeitos positivos atribuídos ao consumo moderado de café. Mas não só. Algumas investigações argumentam ainda que o café facilita a perda de peso e ajuda a melhorar a memória e a concentração de quem trabalha por turnos.

Mas terá o café propriedades realmente preventivas? Segundo Gonçalo Pimentel, médico interno de Medicina Geral e Familiar na Unidade de Saúde Familiar D. Diniz, em Leiria, “são necessários mais estudos, em diferentes populações, para que estes resultados sejam definidamente comprovados”.

Nesse sentido, as pessoas “não devem aumentar o consumo de café para obter efeitos terapêuticos sem consultar o seu médico”, adverte. “Há que avaliar cada caso individualmente, tendo em conta a suscetibilidade de cada pessoa e as suas doenças”, nota, referindo eventuais efeitos adversos associados ao consumo excessivo de cafeína ou a outros problemas de saúde.

Na gravidez, o consumo de café “deve ser evitável ou pelo menos reduzido”, adianta o médico, considerando três estudos norte-americanos. Um deles concluiu que o consumo de dois cafés por dia “pode dobrar as probabilidades de uma interrupção espontânea da gravidez”. Os dois outros, que acompanharam mais de duas mil grávidas, indicam que um café por dia não aumenta os riscos de aborto ou de parto prematuro.

(Notícia publicada na edição de 10 de janeiro de 2013)

MR

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