Entre os séculos IV e V foi centro aristocrático de uma exploração agrícola, uma villa romana estrategicamente instalada entre Sellium (Tomar), Conimbriga e Collippo (Batalha/Leiria). Sobre ela foi construída, aos tempos da reconquista, uma torre medieval e, no século XV, a casa dos Condes de Castelo Melhor.

No início do século, com a recuperação do espaço elevado a monumento nacional em 1978, foi criado o Complexo Monumental de Santiago da Guarda, onde os vestígios romanos descobertos em 2002 estão musealizados.

Contudo, a água entra no espaço, situação que preocupa a autarquia. “São infiltrações que estão a afetar uma parte da calçada romana e queremos resolver o problema o mais rapidamente possível”, explica o presidente da Câmara.

Atualmente, acrescenta Rui Rocha, procede-se à avaliação da extensão do problema para apurar a sua origem. “Queremos ter a garantia de que estamos a fazer a intervenção correta e não a agir por tentativas. É o nosso único monumento nacional e queremos que a intervenção seja a mais adequada”.

O Complexo Monumental de Santiago da Guarda é considerado “uma das portas de entrada” no concelho, permitindo “a captação de turismo, sobretudo científico e cultural”.

Rui Rocha avança que “tendo em conta a importância acrescida que aquele espaço tem hoje”, em março serão inaugurados os arranjos exteriores. “É um investimento público e privado que servirá também para apresentar o projeto Villa Sicó, que tem como base o contexto da romanização”.

Entre outras mais-valias, o monumento de Santiago da Guarda ficará servido por um mini anfiteatro e parque infantil associado à presença dos romanos.

(Notícia publicada na edição de 7 de fevereiro de 2013)

Manuel Leiria manuel.leiria@regiaodeleiria.pt