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Costa de Baixo recupera capela centenária mandada construir por um privado (Fotogaleria)

A capela de Santo António, em Costa de Baixo, freguesia de Maceira, tem quase 100 anos. Mandada construir por um morador, devoto de Santo António e admirador de Nuno Álvares Pereira, o templo mantém a traça original e muito característica das obras que deixou no lugar.

A capela foi pequena para acolher, a 11 de junho, todos os fiéis que quiseram participar na missa que marcou o fim dos trabalhos de restauro do templo e as festas em honra do patrono.

Construída em 1921 por José Pereira de Sousa, devoto de Santo António, a capela foi ampliada dez anos depois para passar a acolher as festas anuais do lugar mas ficou fechada durante anos, após o falecimento, em 1960, do benemérito, que foi diretor da Ordem de S. Francisco em Coimbra.

Propriedade privada, objeto de partilhas, manteve-se durante anos na família mas a degradação do templo e o elevado custo necessário à sua recuperação levaram o sobrinho, Ribeiro de Sousa, e família a doar há cerca de dez anos o edifício à paróquia da Maceira.

Em 2011, Luísa Susano abraçou o desafio de recuperar o espaço, ideia que conquistou um grupo de trabalho que se uniu para dinamizar atividades e angariar fundos para começar a obra… pelo telhado.

Idealizada por José Pereira de Sousa, admirador de Nuno Álvares Pereira, a capela mantém a sua traça original e as ameias que caracterizam várias obras que deixou no lugar.

Resolver o problema das infiltrações foi o primeiro passo desta empreitada que incluiu a substituição de todas as portas exteriores bem como a reabilitação da sacristia. As paredes exteriores foram também limpas e impermeabilizadas.

Seguiu-se o restauro integral dos tetos de madeira e paredes interiores, tendo sido recuperadas as pedras, o pavimento e o púlpito. E ficam por concluir alguns trabalhos, faltando ainda instalar a energia elétrica e alguns vidros, sendo a recuperação do retábulo outro projeto a concretizar a médio/longo prazo.

São ainda 15 as imagens, uma delas em pedra, que aguardam o restauro para voltarem à capela, como sucedeu com a de Santo António que interrompeu temporariamente o processo de recuperação para figurar no altar por estes dias.

Segundo Leonel Febra, membro do grupo de trabalho, a adesão da população superou as expetativas, tanto na participação das atividades dinamizadas ao longo dos anos, como nos festejos realizados no último fim de semana.

(Notícia publicada na edição de 16 de junho de 2017 e editada)

Martine Rainho

Jornalista

martine.rainho@regiaodeleiria.pt

Joaquim Dâmaso (Fotografia)

Fotojornalista

joaquim.damaso@regiaodeleiria.pt

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