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Marta Luís vai representar a poesia de Leiria no Portugal Slam

Marta Luís

É no Chapitô que decorre, no sábado, dia 28 de outubro, a final nacional do Poetry Slam, integrada no Portugal Slam – Festival Internacional de Poesia e Performance. Com a poetisa de Alcobaça, que representa Leiria, concorrem finalistas de Coimbra, Amadora, Aveiro, Évora, Lisboa, Porto e Viseu.

Qual a sensação de representar Leiria na final do Poetry Slam?
É de enorme peso e responsabilidade. Mas é uma surpresa boa, uma prenda caída nas minhas mãos, que espero aproveitar ao máximo. Não me sinto “a finalista”, ou representante de Leiria, literalmente. Até porque, em Leiria, pouca gente me conhece. Sou a moça que ganhou, entre os “poetas” que se apresentaram… Nem sei se me represento a mim. Só espero ser uma boa representante.

Como foi a experiência no Poetry Slam Leiria? 
Foi uma grande alhada em que me meti por pura curiosidade. Li algures sobre um evento, uma formação que iria acontecer em março em leiria, publicitada no Facebook sobre o Slam Poetry. Depois de pesquisar o que seria, achei interessante. Participei no workshop, que aconteceu no Dia do Pai, este ano, no hostel Atlas, e adorei. Lá aconteceu a primeira sessão de Poetry Slam de Leiria e não passei da segunda ronda nessa estreia. Depois, por motivos de agenda, não consegui comparecer em mais nenhuma das sessões mensais organizadas pelo Poetry Slam Leiria, até à última sessão, a de setembro, na Fnac. Aí partilhei textos meus e venci… Sem estar à espera, fiquei apurada para ir à final regional. E foi aí que me assustei a primeira vez com este assunto. Afinal, eu viera de Alcobaça, e sendo a única poetisa de Alcobaça presente, ia à final para poder vir a ser escolhida pelo júri, para representar Leiria. No mimo [Museu da Imagem em Movimento], acreditei sempre que eram fracas as minhas hipóteses perante os concorrentes de grande nível. Mas na ronda final o júri decidiu que era eu que iria à final nacional do Slam Portugal… Só tenho a dizer bem do Poetry Slam. Quero continuar com todos os seres maravilhosos que conheci no SLAM, e se possível levá-lo para Alcobaça, um dia. Estou grata a todos e também ao Mário do Carmo, um escultor fantástico da Batalha, que ofereceu o troféu na final regional.

Quais os seus trunfos para a final?
Não levo trunfos. Levo apenas o meu ser, a minha poesia e a minha essência, sempre com vontade de aprender. Penso que é com estes novos conceitos que mais aprendemos, em vez de carregar eternamente os preconceitos que trazemos de tudo, e sobretudo, poesia também. Levo os meus textos, o meu amor à leitura em voz alta, a minha voz, e a minha figura – que, espero, não vão fazer má figura. E nem expetativas levo, estou grata por já ter chegado até à final

Como surge a poesia na sua vida? 
Surgiu naturalmente na adolescência, como um refúgio, e nunca mais foi embora. Costumo dizer que a poesia é um membro autónomo do meu ser. Surgiu no interesse em ler, em amar os poetas nacionais (nomes como Fernando Pessoa, e Florbela Espanca sempre me tocaram) e depois, no escrever, escrever, encher cadernos e continuar a escrever, até muito mais tarde começar a partilhar, em eventos próprios e tradicionais como tertúlias, saraus e afins. E depois dos 40 anos, é que me deu para editar.

Qual o lugar da poesia nos conturbados dias de hoje?
A poesia tem um enorme lugar nos conturbados dias de hoje. Ainda está do lado da minoria. Continua a ser o parente pobre da literatura. Mas está agora a ocupar um lugar maior. Para minorias sim, mas com mais visibilidade para todos. A poesia saiu à rua, mostra-se mais nas canções, nas paredes, nos bares, nos palcos, misturada e entrelaçada com as outras novas e velhas artes. A poesia ganhou muita vida nos últimos anos, mesmo que nem todos gostem de poesia. Está em todo o lado. E faz-nos bem. Se mais gente gostasse de poesia teríamos certamente um mundo melhor. E não é isso que todos almejamos? Poetizem-se.

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