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Governo quer gestão pública no Pinhal de Leiria e venda da madeira a pagar reflorestação

Madeira do Pinhal deve financiar a sua reflorestação, adianta o Ministério da Agricultura Foto: Joaquim Dâmaso

“O Pinhal de Leiria deverá manter uma gestão totalmente pública”. A garantia é dada ao REGIÃO DE LEIRIA pelo Ministério da Agricultura Florestas e Desenvolvimento Rural. A garantia da gestão pública do Pinhal surge numa altura em que permaneciam algumas dúvidas sobre a eventual entrega da gestão daquele espaço florestal a privados.

Para já, avançam os trabalhos para preparar o plano de reflorestação do Pinhal de Leiria que, o mais tardar em março do próximo ano, deverá estar concluído. Contudo, a sua elaboração será um processo aberto, garante o Governo. Para a elaboração deste plano “serão auscultados diferentes setores da sociedade civil, entre os quais universidades, autarquias, que participarão na definição da estratégia futura para as diversas Matas Nacionais, entre as quais se inclui o Pinhal de Leiria”, aponta o ministério de Capoulas Santos. O plano “contemplará o envolvimento das populações nas soluções futuras, quer no domínio florestal, quer no domínio da componente de conhecimento e lazer que o Pinhal de Leiria deverá continuar a ter”, adianta ainda o Ministério.

Uma das reivindicações que tem sido esgrimida neste processo, passa pela utilização dos proveitos da venda da madeira para ajudar a regenerar o Pinhal. E é isso que deverá acontecer, assegura o Ministério da Agricultura. “O Pinhal de Leiria deverá sempre ser equacionado como uma floresta de proteção”, adianta o ministério de Capoulas Santos que lembra ser “preciso ter um plano de corte e de conservação de madeira, sendo que a receita proveniente da venda da madeira deverá ser aplicada na concretização do processo de reflorestação”.

Mas ao Governo pede-se também o reforço de meios afetos ao Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). A presidente da Câmara da Marinha Grande, Cidália Ferreira, reivindica um orçamento de um milhão de euros para o instituto. A reivindicação foi feita numa reunião com os elementos da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação da Assembleia da República, realizada no sábado, na Marinha Grande, revelou o município em nota de imprensa. A aproveitou a oportunidade para reclamar o reforço orçamental e dos recursos humanos afetos aos serviços a funcionar na Marinha Grande de três técnicos, 50 operacionais e 15 guardas florestais.

Cidália Ferreira argumenta que “é impossível ao ICNF com os atuais recursos assegurar a gestão de uma área tão grande como é a da mata”.

Notícia originalmente publicada na edição impressa do REGIÃO DE LEIRIA de 9 de novembro de 2017

Carlos S. Almeida
Jornalista
carlos.almeida@regiaodeleiria.pt

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