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Ativista transgénero finlandês fala em Leiria da sua luta pela identidade de género

O encontro em Leiria com Sakris Kupila acontece na véspera do Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia 

Sakris Kupila, ativista transgénero finlandês e defensor dos direitos humanos, participa esta quarta-feira, em Leiria, na conferência “Identidade Trans: desconstruir. educar. respeitar” dedicada ao direito à autodeterminação da identidade de género.

A iniciativa realiza-se entre as 17 e as 19 horas, na Escola Superior de Saúde de Leiria, e conta também com a participação de Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, de Anabela Graça, vereadora da Educação da Câmara de Leiria, e de Mariana Violante, ativista da Amnistia Internacional Portugal.

Organizado pelo Grupo Local 32/Leiria da Amnistia Internacional, o evento, aberto ao público, pretende ser uma conversa aberta que ajude a esclarecer dúvidas e desmistificar mitos relacionados com a temática.

“Logo à nascença consideram-nos ‘menino’ ou ‘menina’, mas o que acontece se, na verdade, não somos ou não nos sentimos como parte de nenhum destes géneros? E se formos de um outro género que não aquele que alguém escolheu para nós?”, questiona a AI.

Sakris, estudante de medicina, “nunca se identificou como uma mulher – o género que lhe foi atribuído à nascença”. “Para que possa completar o processo de mudança, é lhe legalmente exigido que seja diagnosticado com um ‘distúrbio mental’ e que seja esterilizado”, explica a organização não governamental. E é desta luta que trava diariamente e na defesa dos direitos de identidade de género, “num país que ainda o considera uma pessoa com distúrbio mental por ser transgénero”, que o jovem de 22 anos, falará esta tarde, em Leiria.

Já Rosa Monteiro abordará neste encontro “as mudanças na lei aprovadas recentemente no Parlamento português e que colocam Portugal como um dos países com leis mais progressistas no mundo”.

Amanhã, quinta-feira, Sakris Kupila, volta a partilhar a sua experiência pessoal em Lisboa, numa sessão a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian, e na sexta-feira, em Viseu.

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