Decisão de retirar contas da Caixa Geral de Depósitos foi anunciada esta tarde em reunião do executivo

A Câmara de Pombal anunciou esta quarta-feira, 6 de junho, a retirada das suas contas da Caixa Geral Depósitos. Em causa está a intenção, por parte deste banco, de encerrar o balcão do Louriçal.

Diogo Mateus, presidente da Câmara de Pombal, aproveitou a última reunião do executivo, realizada hoje, para informar formalmente que “a partir de amanhã vamos deixar de trabalhar com a CGD”, passando “sete milhões de euros em conta corrente” para outras entidades bancárias. Uma medida que “retribui a desconsideração” pelo município com o alegado fecho do balcão no Louriçal.

Para o autarca, “não existe nenhuma razão” para que se verifique o encerramento deste serviço, tendo em conta que “funciona há mais de 40 anos” naquela localidade do concelho de Pombal.

O autarca sublinhou que esta é a segunda maior freguesia do concelho, logo a seguir à freguesia de Pombal, sendo a CGD “um serviço público essencial”. Por isso, acrescentou, “não encontramos justificação que fundamente esta opção”, não esquecendo “que esta é uma entidade pública, onde foram injetados pelo Governo, no primeiro trimestre do ano, 2.500 milhões de euros”. Desta forma o edil garantiu que vai retirar sete milhões de euros em conta corrente, e mais 14 de mais-valias, transferindo-as para “outras entidades que olhem por estes bens com o devido respeito”, deixando apenas na CGD as “obrigações legais”.

Para a oposição a medida não foi bem vista, tendo Narciso Mota, vereador eleito pelo movimento independente Narciso Mota – Pombal Humano, acusado o atual executivo de estar a ser “radical”. O ex-presidente admite que está “solidário com o povo”, no entanto é “preciso analisar” os factos. “Não concordo com a posição da Câmara Municipal”, finalizou.

Por sua vez, Odete Alves, representante do Partido Socialista, admite que “o encerramento de balcões da CGD não é novidade para ninguém”. Defende que a “medida não deverá ter sido tomada de forma leviana”, no entanto acredita que “há necessidade de fazer um ajustamento face à realidade atual”, uma vez que o balcão “foi criado há 40 anos, mas temos que perceber que desde essa altura, até aos dias de hoje, certamente que muita coisa mudou”.

A confirmar-se a decisão do banco, este será o segundo balcão da CGD a encerrar no concelho desde que a Caixa Geral de Depósitos iniciou a sua reestruturação. 

Ana Laura Duarte