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Novos Ventos. Em 2018 o festival leva teatro ao Arrabal, Monte Redondo, Marrazes e Leiria

Vem de Lousada até ao Arrabal “A fera amansada”. Uma das maiores e mais controversas comédias sobre as batalhas do sexo, a partir da obra de Shakespeare, abre este domingo à noite, dia 24 de junho, a quarta edição do festival de teatro comunitário Novos Ventos. 

A peça do Jangada Teatro tem encenação de John Mowat (antigo diretor do Chapitô) e é um dos desafios que o festival do Leirena lança ao público e participantes: conhecer outros tipos de teatro. 

“O público vai descobrir que o teatro não é só revista, não é só teatro popular, não é só teatro da palavra, mas é muito mais que isso”, explica Frédéric da Cruz Pires, do Leirena.

Esta edição de Novos Ventos acontece no Arrabal, Monte Redondo, Marrazes e, pela primeira vez, em Leiria e surge com algumas novidades: os grupos convidados vão dar oficinas abertas (e gratuitas) a todos os interessados; as peças comunitárias criadas com os grupos locais seguirão a linha do espetáculo profissional da noite; e as criações serão “inspiradas” na matriz de cada uma das associações participantes. 

Por exemplo, explica Frédéric: “Quando é um rancho a fazer [a peça], o espetáculo tem de estar ligado à identidade do rancho; quando for uma escola de dança, o espetáculo vai ser na linha do teatro do movimento, unindo dança e teatro”.

A grande ambição de Novos Ventos é preparar os espectadores para diferentes linguagens de palco: através das oficinas, da formação dos novos atores locais, da apresentação dos espetáculos locais ao público (habitualmente constituído por amigos e familiares dos atores) e, finalmente, pelo espetáculo da noite, com as companhias profissionais convidadas, que desenvolvem trabalho em áreas distintas. 

O responsável do Leirena dá exemplifica com o espetáculo de Monte Redondo, onde vai a Companhia da Chanca:

“No espetáculo deles não há palavras, há ações e duas máscaras lindíssimas. A semana de criação desses espetáculos comunitários, será focada toda nas máscaras para que o público que vá a esses espetáculos entenda melhor o espetáculo profissional, ‘Sítio’. Há um contraste imenso com outro tipo de teatro e o público pode não perceber. O nosso objetivo é formar as pessoas enquanto atores e enquanto público”. 

Os espetáculos comunitários são apresentados a partir das 15 horas. O espetáculo final começa sempre às 21h30. Todos têm entrada gratuita. 

Arrabal

“A fera amansada”

O auditório da Junta de Freguesia recebe no domingo, às 21h30, o espetáculo da Jangada Teatro, de Lousada. A farsa gira em torno do cortejar de Petruquio, um caçador de fortunas, e Catarina, uma mulher temperamental e de pelo na venta. Inicialmente, Catarina não se mostra interessada no namoro, mas Petruquio sedu-la com uma série de truques psicológicos – “a domesticação” – até ela se sentir impelida a casar com ele.

Monte Redondo

“Sítio”

De Penela chega a Companhia da Chanca para apresentar no Centro Escolar de Monte Redondo, dia 1 de julho, às 21h30, uma peça em torno de um casal de idosos de uma aldeia do interior de Portugal. Quando recebem um postal a anunciar o nascimento do neto, no estrangeiro, decidem enviar uma encomenda com prendas na estação de correios mais próxima, passando por uma série de pequenas e ternas aventuras. A companhia descreve o trabalho como “um espelho da vida de alguns no interior desertificado, envelhecido e isolado”.

Marrazes

“La tortilla de mi madre”

A Praça de S. Tiago, em Marrazes recebe uma tragicomédia sobre a solidão, a criação e o tempo que passa, imaginada e interpretada pelo Peripécia Teatro, de Vila Real. No centro da intriga está uma idosa que vive só e que, embora se lamente do abandono a que a votam familiares e vizinhos, opta pela solidão, de vez em quando interrompida pela presença de um gato que nunca se chega a conhecer… PAra assistir no dia 8 de julho, às 21h30.

Leiria

“A casa dos Ventos”

Numa grande cidade, Alba e Maria tentam atravessá-la carregando um moinho de vento às costas na procura de uma nova colina que lhes garanta um local para viverem. Mas a cidade respira, oprime e fascina. Uma aventura do Teatro e Marionetas de Mandrágora, que chega de Espinho para uma apresentação na Igreja da Misericórdia – Centro de Diálogo Intercultural de Leiria, no dia 15 de julho, às 21h30.

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