Assinar
Cantinho dos Bichos

Cães e fogo-de-artifício não combinam na noite de passagem de ano

Com a passagem de ano à porta, é certo que explosões de som e luz não vão faltar nos céus da região mas os cães, se expostos às festividades, podem não ter a melhor reação. Saiba como proteger o seu animal.

Ladram, ficam ansiosos, tremem e mostram medo. São estes alguns dos principais comportamentos dos cães quando expostos a situações de fogo-de-artifício. Com a passagem de ano à porta, é certo que explosões de som e luz não vão faltar nos céus da região e as reações dos animais, se expostos às festividades, serão inevitáveis.

A pensar nos momentos de tensão que os cães sofrem, a fabricante americana Ford, normalmente associada à construção de carros, apresentou uma casota, em protótipo, que tem incorporada uma tecnologia de cancelamento de ruído. Assim, os cães podem refugiar-se na casota no momento em que os ruídos têm maior impacto.

Além dos microfones e altifalantes que produzem um som que é o negativo das explosões, explica a marca, a casota inclui nas paredes com isolamento em cortiça, ventilação à prova de som e uma porta automática que permite ao cão entrar e sair sempre que se quiser refugiar. Por enquanto não passa de um protótipo.

A ideia, se comercializada, podia dar um jeito enorme à Associação Zoófila de Leiria (AZL) que, nesta época do ano, “pouco pode fazer”.

“Na associação, como é do conhecimento público, encontram-se vários canídeos dentro mesma boxe. É de todo impossível conseguirmos arranjar maneira de os deixar separados. Embora o nosso medo seja que eles, com o stress, se magoem uns aos outros”, explica uma das voluntárias da AZL.

Entre os principais cuidados a ter na noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro, a associação aconselha que não se acorrentem os animais, nem se deixem no exterior. “O ideal será recolhê-los no interior das habitações”, acrescenta a responsável, realçando que “é notório na madrugada de 1 de janeiro a presença de muitos animais desorientados pelas ruas, animais que fugiram com medo dos foguetes”.

Entre os principais perigos do fogo-de-artifício nos cães estão as fugas, enforcamento na própria coleira, pânico e/ou agressividade e ataques contra outros animais e contra humanos, convulsões, e paragens cardiorrespiratórias.

Apoie o REGIÃO DE LEIRIA

Se chegou até aqui é porque este é um texto que lhe interessa. Por detrás dele há uma equipa e um conjunto de recursos que custam dinheiro e que, para continuarem a existir, precisam da sua ajuda. Gostávamos de lhe explicar como.