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Dia 6 de janeiro o sonho do Dakar transforma-se numa realidade

É um projeto de anos e está prestes a concretizar-se. No próximo dia 6 de janeiro, daqui a precisamente doze dias, cinco leirienses vão participar pela primeira vez no rali Dakar, que vai percorrer mais de 5.500 km no Perú.

Bruno, Miguel e Ricardo vão como pilotos, Rui e Jorge como navegadores. Conhecem-se todos de outras velocidades, em Portugal e no estrangeiro. E essa pode ser uma vantagem. Querem aproveitar etapa a etapa, momento a momento, porque também sabem que o mínimo erro pode deitar tudo a perder. Mesmo quando se viaja em cima de areia.

Bruno Martins, da Marinha Grande, andou durante meses a planear a viagem e a angariar patrocínios. “Foi muito complicado encontrar apoios na região e não consegui reunir a totalidade do orçamento”, diz o campeão nacional de SSV em 2017. Não desistiu e, à última hora, uma equipa francesa convidou-o a participar e ser o “aguadeiro” dos restantes quatro carros da equipa BBR. Com mais uma condição: levar o mecânico Rui Ferreira, de Cortes (Leiria), que trabalha na equipa com Bruno Martins, pela confiança que têm no trabalho que realiza.

“Será uma grande responsabilidade, porque tenho que prestar apoio aos carros que precisarem mas que aceito de braços abertos. Vou poder cumprir um sonho”, explica o condutor do Can-Am Bombardier com o nº 422. É o único dos pilotos da região que vai na categoria de carros. Os restantes seguem como SxS.

As viaturas já estão a caminho de Lima e podem ser levantadas em Callao, no Perú, a partir de dia 3 de janeiro. Os pilotos viajam dia 2 para o continente sul-americano.

Jorge Monteiro, parceiro habitual de Paulo Rui Ferreira, da PRF Racing Team, vai ser o navegador de Ricardo Porém, num SxS da South Racing (nº 378). Ambos têm larga experiência nos ralis todo-o-terreno mas nunca cumpriram uma prova oficial do Dakar, apesar de já terem feito algumas travessias juntos no deserto.

“Para mim o todo-o-terreno é um hobby. Tenho por hábito, desde sempre, fazer com o Paulo [Rui Ferreira] mas o Ricardo Porém, que tem este projeto desde o início do ano, convidou-me e, nos últimos meses, tenho-me dedicado a preparar a prova”, explica o navegador.

Em 2013, fez a Africa Eco Race – prova internacional criada em 2009 pela vontade de manter o espírito do rali Dakar após o cancelamento da edição de 2008 – e, apesar de todas as incertezas que fazer um Dakar implica, acredita “ter uma noção” do que o espera.

“Há muita coisa para gerir. Temos que perceber o que conseguimos andar, só a navegação é um desafio gigante, além de toda a mística e do acompanhamento mediático. Há também todo o circo que envolve milhares de Pessoas. As expectativas são grandes”, descreve Jorge Monteiro, de 47 anos, confiante numa boa prestação, onde terá que controlar dunas, etapas em altitude, …

“Só o nome Dakar impõe respeito”, acrescenta Bruno Martins.

Dominar as dunas
Miguel Jordão tinha 13 anos quando, em 2003, o pai, Pedro Jordão, fez o Dakar com Carlos Oliveira, do Grupo Vangest.

Hoje, com 28 anos, será ele que vai para a estrada e aplicar a melhor estratégia de condução, nas 10 etapas, ao volante do SxS nº 372.

E com reforços de peso. Lourival Roldan será o navegador. O brasileiro foi vencedor da edição 2017 em UTV e tem experiência na aventura. Carlos Oliveira e Pedro Jordão também integram a equipa da South Racing. “São a maior ajuda que posso ter. Os conselhos deles são preponderantes e têm o conhecimento que mais ninguém tem. Eles passaram por elas”, destacou, em conversa com o REGIÃO DE LEIRIA.

Terminar é o principal objetivo para todos, sem euforias e saboreando tudo o que o rali tem para oferecer. Seja atascado numa duna, a resolver um problema mecânico ou a acabar a etapa na liderança.

Marina Guerra
Jornalista
marina.guerra@regiaodeleiria.pt

Datas
6 de janeiro Partida
7 de janeiro 1ª etapa, Lima – Pisco, 331 km
10 e 11 de janeiro Etapas maratonas
12 de janeiro Etapa de descanso
17 de janeiro 10ª etapa, Pisco – Lima, 358 km

Curiosidades
A inscrição de um carro de um piloto que participa pela primeira vez num Dakar custa 28 mil euros.

Em 2019, após a etapa de descanso, os pilotos que tenham abandonado a prova, à excepção das motos, podem voltar à corrida, numa competição paralela, não podendo partir entre os 25 primeiros da especial.

Estão inscritos 334 veículos: 167 motos e quads, 126 carros, dos quais 30 SxS, e 41 camiões.

Há 534 pilotos e copilotos, de 61 nacionalidades, 17 dos quais mulheres.

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