Novo crematório foi construído ao lado da casa mortuária e do cemitério de Leiria

Já é possível realizar em Leiria um funeral com cremação. O primeiro crematório do distrito foi inaugurado no passado dia 18 de março e está a funcionar em pleno.

Paulo Carreira, diretor geral da Servilusa, empresa a quem foi adjudicada a obra e que terá a concessão do espaço por 20 anos, realça que o crematório se encontra “aberto à comunidade”, podendo ser usado por qualquer agência funerária do país ou pelas famílias que recorram diretamente aos serviços da Servilusa.

O espaço funciona sete dias por semana, entre as 9 e as 18 horas, mas a pedido das famílias pode funcionar em horário alargado. O custo da cremação é de 250 euros e é fixo. Sobre este valor acrescem os preços de funeral praticados por cada agência.

Paulo Carreira sublinha, ainda assim, o lado “mais simples e barato” desta opção face à inumação, lembrando os custos associados à colocação da lápide, às taxas praticadas pelos cemitérios e, mais tarde, à exumação caso se trate de uma sepultura temporária.

O diretor geral da Servilusa – que investiu cerca de um  milhão de euros no projeto – estima que no crematório de Leiria se realizem 900 cremações por ano. A infraestrutura, que custou um milhão de euros, tem capacidade para realizar seis atos por dia, mas foi preparada para alargar e até duplicar esse número, caso venha a ser necessário.

No interior, o crematório divide-se entre as áreas técnicas e de família. Paulo Carreira sublinha esta vertente do edifício que está preparado para que os familiares se possam despedir em tranquilidade e “sem qualquer perturbação nas cerimónias” pela entrada e saída dos agentes funerários.

“Estas salas distinguem-se pelo serviço à família”, afirmou, aludindo à “sala de última despedida”, em que a família mais chegada pode assistir, através de uma parede de vidro, à entrada da urna na câmara de combustão. “À semelhança de uma inumação, em que se vê a descida à terra, aqui pode ver-se a entrada no crematório”, referiu. “É muito importante, porque traz mais tranquilidade à família” e “permite verificar todo o processo inerente à cremação”.

Paulo Carreira acrescentou ainda que, no final, é entregue um certificado, “algo que tem trazido muita segurança e transparência às famílias”.

O edifício conta ainda com uma área de receção, uma sala de espera, uma sala ecuménica para celebrações e uma sala de tanatoestética para restauro ou recomposição dos cadáveres.

Após o processo de cremação, que demora entre hora e meia a duas horas, os familiares têm acesso às cinzas e optam pelo destino que lhes querem dar. Além do cemitério e das outras opções que a lei permite, em Leiria existe agora também a possibilidade de serem depositadas no “jardim da memória”, construído ao lado do crematório. 

Com a abertura do crematório, que sofreu um atraso de dois meses face à data prevista, foram criados quatro postos de trabalhos, dois deles diretos. 

 

Patrícia Duarte
Jornalista
patricia.duarte@regiaodeleiria.pt

Joaquim Dâmaso
Fotojornalista
joaquim.damaso@regiaodeleiria.pt

O novo equipamento foi inaugurado no passado dia 18 de março com presença de vários autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria

A infraestrutura tem capacidade para realizar seis cremações por dia

Na sala de última despedida, a família pode assistir, através de uma parede de vidro, à entrada da urna na câmara de combustão

O crematório inclui ainda uma sala de tanatoestestética para recomposição ou preparação dos cadáveres