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Moradores da rua dos Mártires queixam-se do pó e das obras paradas

Para minimizar o problema, os serviços da autarquia tem procedido à reposição de pó de pedra  nas valas

Os moradores e utilizadores da rua dos Mártires (também conhecida como “estrada da Marinha Grande”), em Leiria, queixam-se da suspensão das obras de requalificação da via e das valas abertas transversalmente há mais de dois meses sem a devida cobertura.

Preenchidas apenas com tout-venant, a maioria das valas, separadas por escassas dezenas de metros, volta a abrir com a passagem dos carros e sempre que chove. Quando o tempo está seco, é do pó que os moradores reclamam, afirmando não poderem abrir uma janela.

Em resposta ao REGIÃO DE LEIRIA, Ricardo Santos, vereador responsável pelas obras municipais, esclarece que as valas, abertas para o levantamento e identificação das infraestruturas existentes na via, não receberam qualquer tipo de betuminoso por estarem a aguardar nova intervenção.

“Após a verificação das infraestruturas enterradas, constatou-se a necessidade de efetuar intervenção nas mesmas, pelo que foi necessário fazer um ajuste em relação aos trabalhos inicialmente previstos”, adianta.

Confrontado com o adiamento das obras de beneficiação da via, anunciadas no início do ano e no âmbito das quais foram já realizados trabalhos arqueológicos, Ricardo Santos confirma que a empreitada, adjudicada em janeiro, está suspensa desde 30 de janeiro “por motivos de indefinições de projeto” mas que estas “estão quase ultrapassadas”.

Quando forem retomados os trabalhos, que prevê para “breve”, estes deverão demorar 154 dias, adianta, acrescentando não terem sido encontrados vestígios de relevância no âmbito dos trabalhos de arqueologia.

A empreitada da rua dos Mártires foi adjudicada no verão passado à empresa Contec – Construção e Engenharia por cerca de 321 mil euros e com um prazo de execução de 180 dias.

A intervenção, que abrangerá cerca de 400 metros de extensão, prevê a “requalificação e reorganização do espaço público, ajustamento do perfil da rua ao sentido único de tráfego, aumento da largura de passeios e reorganização dos estacionamentos”, bem como a substituição das redes de abastecimento de água, de drenagem de águas residuais e iluminação pública, e colocação de novo mobiliário urbano.

Entretanto, também a requalificação da rua Barão de Viamonte (rua Direita), adjudicada também em agosto de 2018 à empresa carlos Gil – Obras Públicas, Construção Civil e Montagens Eléctricas por 66 mil euros, está parada, estando “a ser feita uma reavaliação da obra”, explica Ricardo Santos.

O projeto previa a substituição da calçada existente por nova calçada em granito de cor clara e intervenção na rede de drenagem pluvial com substituição das grelhas dos sumidouros existentes. 

Martine Rainho
Jornalista
martine.rainho@regiaodeleiria.pt

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