A companhia aérea francesa Aigle Azur, indicada como interessada em voar para Monte Real, caso a BA5 seja aberta ao tráfego civil, está à beira da falência e anunciou o cancelamento dos voos previstos para datas a partir deste sábado, 7 de setembro.

A empresa, que opera para os aeroportos de Faro, Funchal e Porto, informa no seu site que “a sua situação financeira e as consequentes dificuldades operacionais não permitem continuar a assegurar os voos para Portugal, Mali, Brasil e Ucrânia”.

Em junho de 2017, após uma reunião de autarcas da região centro, Raul Castro, então presidente do município de Leiria e agora cabeça de lista do PS à Assembleia da República, revelou que a companhia Aigle Azur “estava disponível para realizar três voos semanais caso a abertura à aviação civil se concretizasse” e que havia um “investidor sul-africano” que “mostrou interesse” em investir nas infraestruturas.

“A Aigle Azur entrou em período de procura ativa de compradores, enquadrada pela justiça comercial, que exige a suspensão gradual dos voos programados”, justificou a empresa. O tribunal, que nomeou um administrador de insolvência, deu como prazo segunda-feira, 9 de setembro, para a empresa conseguir um comprador e evitar a falência.

A companhia declarou insolvência no início desta semana, após uma disputa entre acionistas, e recorreu à proteção de credores. É uma das mais antigas da França, foi fundada em 1946, transportou quase dois milhões de passageiros em 2018 e faturou 300 milhões de euros. Tem 11 aviões e 1.150 funcionários.