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Leiria mantém-se fiel ao PSD, mas PS elege mais um deputado

O distrito continua “laranja”, mas há ligeiras alterações. O PS conquista mais três concelhos do que em 2015 e elege mais um deputado. Já o BE afirma-se como terceira força política no distrito 

Fotos: Joaquim Dâmaso

O distrito de Leiria voltou a afirmar-se fiel ao PSD. O partido venceu em 10 dos 16 concelhos e manteve os cinco deputados que tinha conseguido eleger em 2015, entre 10 que o distrito pode eleger. Margarida Balseiro Lopes, Hugo Oliveira, Pedro Roque, Olga Silvestre e João Marques vão sentar-se na Assembleia da República durante os próximos quatro anos.

Entre estes nomes, apenas Margarida Balseiro e Pedro Roque são repetentes no Parlamento. Todos os outros são estreantes. A construção da lista pelo distrito de Leiria foi, de resto, motivo de clivagens na comissão política distrital, com o líder Rui Rocha a demitir-se no final do passado mês de julho.

A cabeça-de-lista por Leiria não valoriza as divergências. “Ganhámos no distrito que era o nosso principal objetivo”, afirmou ao final da noite. E se a redução do número de votos do PSD a nível nacional é motivo de desilusão, ao mesmo tempo, ela faz sobressair a vitória do partido no distrito. “Devemos estar todos muito felizes e orgulhosos desse resultado, esta é a mensagem do dia de hoje”, sublinhou.

Sobre a afirmação de Rui Rocha de que esta não era “uma lista favorável ao distrito de Leiria”, Margarida Balseiro Lopes contrapõe: “o resultado é favorável porque ganhámos, se calhar contra as expectativas de muita gente”.

PS sai satisfeito, mas não totalmente

Bombarral, Óbidos e Peniche são os concelhos que o PS roubou ao PSD. Em relação a 2015, os socialistas conquistaram mais 10 mil votos, reafirmaram a sua força na Marinha Grande, Castanheira de Pera e Nazaré e elegeram mais um deputado. Estes resultados, no entanto, souberam a pouco ao PS que não escondeu ao longo da campanha e da noite eleitoral, a expectativa de vencer o PSD no distrito.

No final da noite, Raul Castro, cabeça-de-lista, lembrou, no que toca às Legislativas, que no histórico do distrito “tem havido uma força dominante [o PSD]”, mas que o PS tem trabalhado “ano após ano” para diminuir “o hiato” entre os dois partidos. “Isso foi conseguido” e “sentimo-nos satisfeito por isso”, adiantou. Mas “não totalmente satisfeitos porque gostaríamos de ter ganho o distrito no seu conjunto”, reconheceu, afirmando contudo o empenho dos quatro deputados eleitos – Raul Castro, Elza Pais, António Sales e João Paulo Pedrosa – para “tentar fazer o trabalho a que nos propusemos”.

No concelho de Leiria – a que o candidato presidiu nos últimos dez anos –, o PSD venceu por 4.492 votos. Um resultado que Raul Castro explica pela “caracterização das próprias eleições” e pelo facto de haver “partidos novos a irem buscar votos aqui e acolá”.

Bloco de Esquerda é a terceira força

Razões para sorrir tem o Bloco de Esquerda. Ao longo da noite, à medida que os resultados foram surgindo, o BE foi festejando a consolidação da terceira força política nacional mas também no distrito. Leiria repetiu o resultado de 2015 – eleger um deputado – e ainda conseguiu ultrapassar a CDU nos concelhos de Marinha Grande e Peniche. Só em Alvaiázere é que o Bloco caiu para a quarta posição.

Para Ricardo Vicente, estreante nestas andanças, “este resultado é uma vitória”. “Estamos prontos para mais quatro anos de luta política e de organização em torno das principais causas que foram bandeira da nossa campanha e fazem parte do nosso programa”, disse, lembrando a requalificação da linha do Oeste, a preservação dos recursos hídricos, construção de uma ETES e reconstrução das matas nacionais de Leiria e de Pedrógão. “Espero ser uma voz ativa na defesa daquilo que são as propostas do Bloco de Esquerda para o distrito e para o país. E consiga com isso responder às expectativas dos eleitores que votaram em nós”, afirmou.

A derrota do CDS/PP e da CDU

Já para o CDS/PP a noite foi de derrota. Em Leiria, o partido não conseguiu eleger nenhum deputado. Depois de Assunção Cristas afirmar que não se recandidata à presidência do partido e de ter abandonado a sede em Lisboa antes dos resultados finais, os apoiantes em Leiria mantiveram-se firmes e esperaram pelas percentagens finais. No distrito de Leiria, o CDS-PP conseguiu apenas 5,32% dos votos em oposição aos 48,42% obtidos nas legislativas de 2015, em que concorreu em coligação com o PSD. O partido perde assim o único lugar que tinha pelo distrito de Leiria na Assembleia da República.

Na hierarquia dos votos, a CDU ficou em quinto no distrito. Os responsáveis da candidatura reconheceram que a coligação falhou o objetivo de eleger um deputado pelo distrito. Heloísa Apolónia, dirigente do PEV, era a aposta da coligação para o círculo de Leiria.

Entre as candidaturas com resultados acima do 1% estão o PAN, com 2,87%, e o Chega com 1,49%. Não alcançaram 1% dos votos: Aliança, Iniciativa Liberal, Livre, R.I.R, PCTP/MRPP, MPT, PNR, NC, PDR, PPM, PURP, PTP, JPP e MAS.

Nestas Legislativas, a abstenção foi superior a 2015, situando-se nos 46,12% contra os 43,74% de 2015. O número de votos em branco subiu de 2,89% para 3,67% e os votos nulos aumentaram de 1,97% para 2,30%.

Distrito de Leiria

Em relação às eleições de 2015, o PS conquista três concelhos ao PSD, a sul: Peniche, Bombarral e Óbidos. Os socialistas mantêmNazaré, Marinha Grande e Castanheira de Pera. Nos restantes concelhos do distrito, o PSD continuou o ser o partido mais votado. Em Ourém, no distrito de Santarém, o PSD manteve a vitória, por margem mais escassa

Concelho de Leiria

Depois de ter conseguido o pleno de freguesias no concelho de Leiria em 2015, o PSD (nestas eleições sem coligação com CDS-PP) perdeu seis freguesias para o PS em 2019. Coimbrão, Monte Real e Carvide, Amor, Regueira de Pontes, Maceira e Marrazes e Barosa caíram para o PS. O PSD mantém-se como o partido mais votado nas restantes 12 freguesias do concelho

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