Caminho no topo da fortificação tem cerca de um quilómetro de área circulável Foto: Joaquim Dâmaso

As obras de requalificação das muralhas do castelo de Óbidos, um investimento de 790 mil euros para preservar o património e aumentar a segurança dos turistas, já estão concluídas, anunciou esta quinta-feira a Câmara Municipal.

“Dentro dos prazos previstos e sem derrapagens financeiras” as obras de requalificação das muralhas e do adarve (caminho no topo da fortificação que, no caso das muralhas de Óbidos, tem cerca de um quilómetro de área circulável) do castelo de Óbidos “estão concluídas”, anunciou hoje o presidente daquela câmara do distrito de Leiria, Humberto Marques (PSD), aludindo a uma intervenção que tornou a uma vila “mais bonita, recuperada e valorizada”.

A obra, orçada em 790 mil euros (acrescido de IVA), consistiu num conjunto de intervenções para “sanar as patologias identificadas como de particular relevância nas condições de conservação da muralha e de outros pontos notáveis do conjunto classificado como Monumento Nacional”, explicou a câmara numa nota de imprensa.

Além da recuperação patrimonial, a empreitada teve por objetivo aumentar a segurança dos turistas, através da correção de todo o piso do adarve e do reforço de toda a sinalética alusiva aos acessos e ao perigo para quem circula ao longo daquele percurso estreito, no qual já ocorreram quedas.

Entre os locais intervencionados contam-se a Porta da Vila, o Pórtico da igreja de Santa Maria, a Porta da Senhora da Graça, o muro do miradouro da Pousada e a Torre do Facho.

A empreitada contemplou ainda a remoção da vegetação infestante numa faixa de cinco metros na envolvente exterior do perímetro muralhado e a requalificação de alguns candeeiros de iluminação pública.

A obra foi lançada após o entendimento entre o município, a DGTF – Direção-Geral do Tesouro e Finanças, a DGPC – Direção-Geral do Património Cultural e a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Santa Maria de Óbidos.

A recuperação do espaço foi alvo de uma candidatura ao programa Portugal 2020 — intervenções territoriais integradas, que assegurou uma comparticipação de 85% de fundos comunitários.

Em 2018, um turista de 76 anos, de nacionalidade francesa, morreu na sequência de uma queda das escadas da muralha de Óbidos.