As exportações da indústria portuguesa de moldes recuaram no ano passado para níveis inferiores a 2016, atingindo os 614 milhões de euros, segundo o relatório anual revelado esta quinta-feira, dia 9, pela Associação Nacional da Indústria de Moldes (Cefamol).

Há quatro anos as vendas no exterior chegaram aos 630 milhões de euros e, desde então, apresentavam sempre evoluções anuais positivas.

A produção global do ano passado, de 682 milhões de euros, também representa uma desaceleração, no caso para valores semelhantes aos de 2015. Há cinco anos foi de 690 milhões e até agora tinha-se mantido anualmente em crescimento.

Na perspetiva da Cefamol trata-se do “quarto melhor ano de sempre da indústria em termos de produção e exportação, facto representativo de que Portugal, ao longo dos anos, tem demonstrado uma elevada capacidade de adaptação às necessidades dos seus clientes e às evoluções, quer dos mercados, quer das tecnologias”.

O saldo da balança comercial regista uma tendência de crescimento, tendo passado de 248 milhões de euros em 2010, para 443 milhões de euros em 2019.

O sector dos moldes possui 536 empresas, a maioria de pequena e média dimensão e emprega 11 mil trabalhadores.

O nosso país encontra-se entre os principais fabricantes a nível mundial, nomeadamente na área da injeção de plásticos (8º no mundo, 3º na Europa), exportando 90% da produção.

As vendas no exterior chegaram a 84 países. Mantém-se a preponderância do mercado europeu, principalmente comunitário, representando nos 10 últimos anos, em média, 80% do total de exportações, atingindo em 2019 um valor de 87%.

Os cinco principais destinos das exportações foram: Espanha (23%), Alemanha (19%), França (12%), República Checa (7%), Polónia (5%) e EUA (3%). O “top ten” é completado pela Eslováquia, Reino Unido, Rússia e Itália.

A indústria automóvel é o principal cliente dos moldes, tendo evoluído de 14%, em 1991, para 82% em 2018. Outra indústria em destaque é a embalagem, que representa 8% da produção. Regista-se ainda a presença de outras áreas, como a indústria aeronáutica e de dispositivos médicos.

As exportações da indústria de moldes tiveram o seguinte comportamento nos últimos anos: 560 milhões de euros em 2014; 591 milhões de euros em 2015; 630 milhões de euros em 2016; 675 milhões de euros em 2017; 668 milhões de euros em 2018, e 614 milhões de euros em 2019 (neste ano dados provisórios).

Quanto à produção, os resultados foram os seguintes: 660 milhões de euros, em 2014; 690 milhões de euros em 2015; 750 milhões de euros em 2016; 794 milhões de euros em 2017; 796 milhões de euros em 2018; e 682 milhões de euros em 2019 (neste ano dados provisórios).