Percurso Polis perto do parque do avião

O Município de Leiria vai reabrir o percurso Polis na segunda-feira e manter os mercados de rua encerrados, nesta fase de desconfinamento perante a pandemia de covid-19.

O percurso Polis será reaberto com uma sinalética própria, explicou à agência Lusa o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes.

“Quisemos perceber primeiro a reação das pessoas a esta saída de casa. O percurso será reaberto com uma sinalética própria”, que impede as pessoas de se cruzarem em sentido contrário, explicou.

Segundo Gonçalo Lopes, o percurso funcionará em sentido circular. De um lado da margem caminha-se para sul e do outro para norte. “Assim, evitará que alguém espirre para a frente de outra pessoa”, exemplificou, alertando que “dificilmente se fazem corridas e caminhadas de máscara”.

“Em termos do mercado do Levante, ainda não temos uma data para reabrir. Esses mercados de rua, embora estejam ao ar livre, têm ajuntamentos de pessoas anormais e é difícil garantir o distanciamento”.

O mercado municipal da venda de produtos alimentares manteve-se sempre em funcionamento e o número de clientes aumentou nesta fase de desconfinamento. “Já se verificam filas de espera”.

Os cemitérios reabriram no domingo, “com grande procura” e “segurança garantida”.

Gonçalo Lopes visitou esta semana o comércio local e revelou que foi uma “abertura tranquila”.

“Nota-se que já há pessoas na rua, mas ainda não há uma grande saída. As pessoas estão a ganhar confiança aos poucos e os comerciantes estão também a criar condições para as receber. Na ronda que fizemos já todos tinham máscara, viseiras e gel. O comércio está a adaptar-se bem”, constatou o autarca.

Uma das preocupações levantadas por Gonçalo Lopes é com a população imigrante, que trabalhava essencialmente no comércio e restauração.

“Essas pessoas viram o seu rendimento desaparecer por completo e não têm qualquer tipo de poupanças ou preparação, nem apoio de retaguarda, uma vez que vieram para Portugal à procura de uma nova vida”, alertou.

Apesar de muitos imigrantes não terem recibo comprovativo de arrendamento e até de vencimento, “porque nem sempre é declarado, muito próprio da economia paralela em Portugal”, a autarquia encontrou uma forma de apoiá-los.

“Essas pessoas estão a passar dificuldades e, portanto, criámos um programa alternativo ao Leiria Vale, em que em vez de receberem um vale, recebem um cabaz de comida semanal, que permite uma alimentação perfeitamente saudável”, revelou o autarca.

Para Gonçalo Lopes, “essa necessidade básica está satisfeita com esta ajuda durante maio e junho, período que foi definido pelo Governo, em que confere às Câmaras capacidade de tomar decisões de mitigação aos efeitos do covid-19”.