Nos quiosques da fonte Quente, na rampa de acesso ao rio lis, junto à ponte Afonso Zúquete, e por baixo da ponte do IC2, são alguns dos registos mais recentes.

Outros grafites prevalecem há mais tempo: nas paredes do posto de Turismo de Leiria, na rua Tenente Valadim ou mesmo nas artérias envolventes da praça Rodrigues Lobo e da rua Barão Viamonte (rua direita).

São muitos os casos de grafites que têm surgido nas paredes da cidade de Leiria nas últimas semanas.

A Câmara de Leiria reconhece que “este é um problema que tem aumentado”, sem no entanto consegui contabilizar quantos foram os atos de vandalismo detetados, nem a “quantia exata de recursos despendidos nesta limpeza”.

Ainda assim, Carlos Palheira, vereador da Câmara de Leiria, alerta que “há uma crescente despesa nos últimos anos” com as operações de remoção dos grafites.

“Sempre que há situações de vandalismo na cidade é feita participação às autoridades competentes”, explica o vereador, acrescentando que “já foram identificados alguns autores de atos de vandalismo na cidade e que os mesmos tiveram consequências para os infratores”.

Aumentar a sensibilização dos munícipes “para esta prática ilegal e fazer mais campanhas” junto da população são algumas das estratégias que a autarquia tem para contrariar esta tendência de “decorar” paredes.

O problema não é novo e, há alguns anos, a autarquia constituiu uma equipa, uma espécie de brigada anti-grafite, para, entre outras funções, proceder à limpeza destes desenhos.

“Já foram efetuados vários trabalhos de limpeza na cidade. Lembro a limpeza da rua Direita, do edifício Eça, da envolvente da praça Rodrigues Lobo.

Os trabalhos de limpeza têm-se centrado essencialmente na baixa da cidade pois é onde se encontra o maior problema”, esclarece Carlos Palheira, lembrando que a atuação da autarquia “está limitada por lei e por essa razão nem sempre é possível intervir em propriedade particular”.

Para breve está prevista a aquisição de um equipamento para ajudar na remoção dessas pinturas.