Há três anos, ao início da tarde de 17 de junho de 2017, as primeiras cinzas do fogo de Pedrógão Grande não deixavam antever o que a noite trouxe nos noticiários e a luz do dia confirmou na manhã seguinte: a maior tragédia humana provocada por incêndios florestais em Portugal.

Esta quarta-feira é dia de Homenagem. A todos. Aos sobreviventes, aos combatentes e aos que morreram. E é difícil fazê-lo em palavras.

Talvez a recordação feita atualidade através das imagens recolhidas pelo repórter fotográfico do REGIÃO DE LEIRIA, Joaquim Dâmaso, e os números – uma útil, mas estranha forma de catalogar a vida – sejam, ainda assim, uma boa maneira de recordar o dia mais longo dos incêndios em Portugal – aquele que durou uma semana.

Hora de início do fogo: 14h00

Dia em que foi extinto: 24 de junho

Local de ignição: Escalos Fundeiros, Pedrógão Grande

Concelhos atingidos: Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos; Góis e Pampilhosa da Serra (Coimbra) e Sertã (Castelo Branco)

Máximo ardido: 4.459 hectares/hora

Mortos: 66 (47 dos quais em viaturas na EN236-1)

Feridos: 253 (sete graves)

Casas destruídas: 500 (264 de habitação permanente, cerca de 200 secundárias e mais de 100 devolutas)

Empresas destruídas: 50

Trabalhadores afetados: 400

Área ardida: 53 mil hectares (20 mil dos quais de floresta)

Prejuízos na floresta: 83 milhões de euros

Prejuízos em habitações: 27,6 milhões de euros

Prejuízos na indústria e turismo: 31,2 milhões de euros

Prejuízos na agricultura: 20 milhões de euros

Prejuízos noutras atividades económicas: 27,5 milhões de euros

Prejuízos em infraestruturas municipais: 20 milhões de euros

Prejuízos na rede rodoviária nacional: 2,6 milhões de euros.

(Estimativas feitas pouco depois da tragédia)