O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) está a desenvolver um “dispositivo inovador” para permitir a abertura de portas sem usar as mãos e evitar contágios da covid-19, anunciou hoje a instituição.

“O ISEC está a desenvolver um projeto I&DT [Investigação e Desenvolvimento Tecnológico] que irá permitir a produção de um dispositivo inovador de apoio à abertura de portas que diminuirá os contágios associados ao novo coronavírus”, afirma, numa nota enviada à agência Lusa, o estabelecimento de ensino, que integra o Instituto Politécnico de Coimbra.

Concebido “prioritariamente para hospitais e centros de saúde”, o novo mecanismo permitirá “a abertura de portas sem usar as mãos”, mas também se destina, naturalmente, a outros locais de grande afluência de pessoas, como, por exemplo, zonas comerciais, escolas, centros de dia ou lares de idosos.

Denominado Covid – Doors Openers, o equipamento, que irá ser “produzido em larga escala para os mercados nacional e internacional”, pela empresa Shapetek – Tecnologias de Maquinação, de Pombal, permite “acionar puxadores das portas com partes do corpo menos suscetíveis de entrar em contacto com a cara”.

Este “produto inovador” e “versátil”, desenvolvido por um consórcio integrado pelo ISEC, foi “concebido para se adaptar a qualquer tipo de puxador”, para ser de “fácil instalação e baixa manutenção” e para ter “um custo acessível”, sublinha o Instituto, sustentando que se trata de um meio que “será muito útil para o combate à Covid-19”.

Do consórcio, que é liderado pela Shapetek, também fazem parte, para além do ISEC, a Escola Superior de Educação de Coimbra, o Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos, da Marinha Grande, e a empresa Sandredy, da Figueira da Foz.

O Instituto está “muito empenhado” neste projeto, que “disponibilizará um dispositivo inovador, universal – ou seja, adaptável a todos os puxadores – e que permite a abertura de portas sem necessidade de utilizar as mãos”, afirma Mário Velindro, presidente do ISEC.

“Numa fase em que o combate à covid-19 obriga a comportamentos seguros, este dispositivo será uma resposta forte a esta pandemia”, sustenta Mário Velindro.

A ideia em torno do sistema envolve um conjunto de elementos mecânicos de fácil montagem, associados a uma utilização intuitiva, promovendo a interação do utilizador com o dispositivo, de modo a evitar o contacto direto das mãos na abertura das portas, explica o coordenador do projeto, Luís Roseiro.

“O conceito é inovador e associa um movimento dinâmico com conforto e ergonomia na sua utilização”, afirma Luis Roseiro, que também é o responsável pelo Laboratório de Biomecânica do ISEC, onde o projeto está a ser desenvolvido, em colaboração com os parceiros do consórcio.

“Este dispositivo respeitará todas as normas de segurança, privilegiando o design e a robustez mecânica, garantindo um enquadramento harmonioso com o meio em que for inserido”, assegura Luís Roseiro, destacando que “a geometria do mecanismo permitirá também uma utilização segura por parte de cidadãos com limitações de mobilidade”.