Os 16 concelhos do distrito de Leiria aderiram hoje ao Referencial de Educação para a Segurança, a Defesa e a Paz, que irá ser desenvolvido junto dos alunos desde a educação pré-escolar ao ensino secundário, na área da cidadania.

 Os Municípios de Alcobaça, Alvaiázere, Ansião, Batalha, Bombarral, Calda da Rainha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Óbidos, Pedrógão Grande, Peniche, Pombal e Porto de Mós assinaram hoje protocolos para a implementação do Referencial de Educação para a Segurança, a Defesa e a Paz, alcançando-se um total de 100 em todo o país.

 “É um currículo que, no fundo, permite às escolas promoverem temáticas relacionadas com segurança, defesa e paz. Isto é fundamental para que jovens possam desenvolver as suas capacidades para serem cidadãos de corpo pleno para o futuro do país. A educação para a cidadania é uma das partes fundamentais no processo de escolarização”, sublinhou o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho.

 Para o governante, “este referencial é um contributo muito importante para esse processo”.

 Gomes Cravinho sublinhou que o referencial “é extremamente valioso”, como “uma forma de ajudar os jovens a perceber mais aquilo que é o nosso país e as nossas condicionantes; aquilo que são as nossas oportunidades e os deveres de cidadania”.

 “Este processo do referencial é um contributo para o processo de enriquecimento da nossa sociedade e juventude em relação aos valores que são fundamentais e nos permitam alguma ambição de aproximação aquilo que ficou expresso nos primeiros artigos da Constituição”, acrescentou.

 A secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira, destacou que a “educação para a paz é também uma educação para o convívio da diferença entre diferentes grupos sociais, entre diferentes povos, que leva à mudança de mentalidade”.

 “O que o Referencial de Educação para a Segurança, a Defesa e a Paz nos vem possibilitar é que estas mudanças não sejam feitas apenas pelos dirigentes dos grandes organismos, mas pelos alunos, para que possam prevenir gestos como os que aconteceram no último mês, da escrita de frases racistas numa escola de Loures”, lamentou.

“Ver frases racistas ‘como pretos fora’ escritos numa escola, leva-nos a questionar como a democracia e a paz não são dados adquiridos” e este referencial “vem mostrar todo o potencial para implementar a igualdade, a não discriminação”, sustentou Cláudia Pereira.

 Já a secretária de Estado da Educação, Susana Amador, destacou que “a educação a curto e longo prazo é o motor fundamental e transformador para a promoção da paz”.

 Para a governante, estes protocolos são um sinal de que “o poder local se importa com os seus cidadãos, que quer que sejam cada vez exigentes e mais esclarecidos”.

 “A educação para a cidadania é fundamental na ação central do Ministério da Educação. Ao introduzir esta componente da segurança, da paz e da defesa permite-nos não só, do ponto de vista programático, ter uma visão holística daquilo que queremos do ensino, mas ao mesmo tempo essa visão programática é plasmada diariamente no quotidiano das escolas”, acrescentou Susana Amador.

 O ‘Referencial’ é um instrumento para a “difusão de uma cultura de segurança, defesa e paz entre os mais jovens, implementado nas escolas, desde a educação pré-escolar ao ensino secundário, pela comunidade educativa e que resulta da colaboração entre o Ministério da Defesa Nacional e o Ministério da Educação e do trabalho desenvolvido por uma equipa conjunta da Direção-Geral da Educação (DGE) e do Instituto da Defesa Nacional”, refere uma nota do Ministério da Defesa.

 Desde 2016, foram assinados protocolos com municípios das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e com todos os municípios de Viseu, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Faro. Com a adesão dos municípios do distrito de Leiria, são já 100 os protocolos assinados, de norte a sul do país.