A carrinha de “Estado de Excepção” leva dança a vários pontos do concelho de Leiria Foto: Joaquim Dâmaso

Seis finalistas da Escola Superior de Dança, de Lisboa, estão em Leiria a criar um espetáculo original para o festival “Estado de Excepção”.

A residência artística integra duas alunas que são de Leiria e vai consumar-se com a apresentação do resultado final do trabalho na noite de domingo, 5 de julho, a partir das 21h30.

O espetáculo envolve Helena Magalhães, Matilde Cruz, Patrícia Roda, Tânia Tedim, Sara Costa e Victoria Flatt e está para a Urbanização da Maligueira, na Gândara dos Oliveiras, na freguesia de Marrazes, Leiria.

Em simultâneo todo o processo de criação da residência será filmado para dar origem a um documentário.

A criação está integrada na programação especial que o festival preparou para os próximos três fins de semana, cujo enfoque especial será a dança.

Este fim de semana, o festival promovido pelo Leirena Teatro chegou já a Monte Real, onde a companhia de Leiria se apresenta ontem à noite, na rua da Base Aérea.

Hoje, sábado, 4 de julho, às 21h30, a Escola de Dança Clara Leão atua na praça dr. Rocha Silva, em Leiria, onde interpreta uma produção especial naquele espaço da Urbanização Quinta do Seixal: “O que o corpo diz, do que os olhos veem”.

Trata-se do trabalho feito pelas alunas da escola durante o confinamento, exercício criativo que utiliza também a carrinha oficial do “Estado de
Excepção”.

Também no domingo, antes da apresentação da residência de dança, o fstival chega às 15 horas ao parque de merendas do Lapedo, em Santa Eufémia, com dança e violino para surpreender quem ali estiver a piquenicar. É “Emergência: A simplicidade da complexidade”, com Graça Costa e Beatriz Costa.

Os espetáculos das noites de sábado e domingo serão transmitidos em direto pelo Facebook do Leirena.

Segundo o responsável da companhia, Frédéric da Cruz Pires, está em equação o alargamento da programação do festival a IPSS de freguesias do concelho de Leiria que ficaram fora da primeira fase do Estado de Excepção.

“Este festival tem sido muito enriquecedor. Além de não estarmos parados, temos tido muitas reações das pessoas, que nos escrevem mensagens e enviam fotografias tiradas das suas janelas. Além disso, tem-nos permitido conhecer estruturas e artistas que integram a Rede Cultura 2027 e não só de
Leiria”, sublinha.