Técnicos da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), percorreram quase um milhar de quilómetros no concelho de Ourém a testar a rede móvel de comunicações.

Há um défice no serviço prestado, concluiu o regulador das comunicações. Resultados foram conhecidos ontem.

Foram analisadas 1106 chamadas de voz, 6767 sessões de dados, 623.981 medições de sinal rádio. Técnicos da ANACOM estiveram no concelho de Ourém, de 13 a 16 de julho, para analisar o desempenho dos serviços móveis e a cobertura alcançada em Ourém.

Depois de percorridos 951 quilómetros por todo o concelho, o resultado do estudo aponta para um défice na cobertura na área do município de Ourém, revela a própria autarquia.

“O serviço é claramente deficitário em grande parte do concelho, mas a Câmara Municipal não tem qualquer competência neste sector”, constata Luís Albuquerque, presidente da Câmara de Ourém, comentando o resultado da avaliação do desempenho de serviços móveis e de cobertura do concelho. Os resultados foram ontem apresentados na sede de concelho, na presença de vários elementos da ANACOM, incluindo o seu presidente João Cadete Matos.

“As conclusões desta avaliação”, aponta uma nota municipal, “reconhecem que a cobertura de rede móvel é deficitária na maioria do território do concelho, justificando a preocupação dos dirigentes autárquicos”.

O líder da autarquia aposta agora na sensibilização dos diversos operadores no sentido de reforçarem o serviço no concelho. Luís Albuquerque refere ainda que a autarquia está empenhada em assegurar a “construção de condutas próprias para a passagem dos cabos de fibra ótica” em várias empreitadas.

Segundo a nota da autarquia, o presidente da ANACOM anunciou que a estratégia de implementação da rede 5G “prevê que as operadoras possam vir a ser obrigadas a investir na ampliação da rede de cobertura nas freguesias de todo o país. O objetivo, esse, passa por elevar a taxa de cobertura para 75% até 2023 e para 90% em 2025”.