São 14 quilómetros que vão poder ser feitos a pé, de bicicleta ou com autocarro elétrico: Alcobaça e Nazaré querem reforçar a ligação mútua através do rio Alcoa, num projeto da nascente à foz, que aposta na mobilidade, proteção ambiental e valorização turística.

Apresentado terça-feira, 30 de junho, o projeto “Mobilidade suave do rio Alcoa” é “ambicioso e único no país”, sublinha o presidente da Câmara de Alcobaça, porque inclui “a pedonalização integral de um rio desde a sua nascente até à foz”.

Seguindo o curso do Alcoa, de Alcobaça chega-se à Nazaré e essa é uma ligação “histórica e essencial para se compreender a identidade de todo este território”, considerou Paulo Inácio na apresentação da ideia, citado pelo gabinete de comunicação da autarquia.

“Este é seguramente um dos mais ambiciosos projetos de dinamização e valorização territorial entre os concelhos de Alcobaça e Nazaré”, disse, considerando que a concretização da ligação é também “uma visão de futuro sustentável e de união entre os povos”.

A valorização do percurso natural traçado pelo rio Alcoa e Baça compreende 11 travessias entre as margens do rio ao longo dos 14 quilómetros que ligam Alcobaça à Nazaré.

O valor da obra não foi anunciado, mas até outubro deste ano a mesma é elegível a fundos comunitários. O plano compreende duas fases: primeiro avança o troço desde Fervença até à foz do rio Alcoa, no concelho da Nazaré, com a requalificação da Central Elétrica. Na segunda fase, será ligada a nascente do rio Alcoa, em Chiqueda, à cidade de Alcobaça.

Paulo Inácio acredita que a nova via de comunicação pode “dinamizar de uma forma decisiva um território histórico”, tanto para quem ali reside como a nível da atração turística, pelo potencial paisagístico e diversidade ornitológica da zona.

O mesmo foi destacado pelo presidente da Câmara da Nazaré, Walter Chicharro:

“Nesta fase inicial, este empreendimento assume claramente a sua dimensão de projeto de mobilidade por forma a captar os fundos comunitários destinados para investimentos dessa natureza. Porém facilmente se compreende o potencial económico e turístico que uma infraestrutura destas representa”.