Os trabalhadores da DS Smith (antiga Europac) cumprem na sexta-feira um dia de greve pela valorização do trabalho e iniciam uma greve ao trabalho extraordinário até ao final de agosto, segundo anunciaram fontes sindicais.

A luta foi convocada de acordo com as decisões dos plenários realizados nas fábricas em Guilhabreu (no distrito do Porto), Leiria e Albarraque (no distrito de Lisboa), refere a federação do setor (Fiequimetal) em comunicado.

A paralisação de 24 horas começa às 6:00 do dia 24 e a greve a todo o trabalho extraordinário prolonga-se até final do mês de agosto.

Os trabalhadores, lê-se no documento, vão manifestar o seu desagrado pela forma como a empresa tem conduzido as negociações do acordo de empresa no plano económico, social e geracional, mas também no plano da organização e do cumprimento do Acordo de Empresa no seu todo.

“Foram muitos os sinais dados pelos trabalhadores à empresa da necessidade de se obter respostas a estas matérias, na mesa negocial, através da estrutura sindical, nos plenários, pela posição abertamente assumida, tanto a nível individual como coletivo, pelos trabalhadores na discussão que fizeram sobre toda esta matéria”, refere.

“Está mais que demonstrado que os trabalhadores, apesar de todas as dificuldades recentes, estiveram e estão disponíveis para continuarem a dar as respostas de que a empresa necessita, mas querem também que se respeite os seus direitos, que se respeite o AE, que se elimine as diferenças do custo do trabalho, que se promova o diálogo social, acrescenta.

A Fiequimetal lamenta que, apesar dos contactos com a empresa nestes últimos dias, não tenha sido possível avançar no sentido de evitar a marcação da greve.

No entanto, sublinha, a federação e os sindicatos, tal como os trabalhadores, “mantêm até ao último minuto a disponibilidade para falar e encontrar uma proposta de acordo que vise atender às suas preocupações e perspetivas imediatas, bem como a criar entendimentos para o futuro”.