Batalha, Loures e Ourém, que têm sido reconhecidas como exemplos de que a “aprendizagem ao longo da vida se pode tornar uma realidade a nível local”, aderiram à Rede Global de Cidades de Aprendizagem da UNESCO.

“Provaram que políticas e práticas eficazes de aprendizagem ao longo da vida podem tornar-se uma realidade a nível local. Mostraram que políticas e práticas eficazes de aprendizagem ao longo da vida podem apoiar o desenvolvimento de cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis”, é referido num comunicado da organização.

Além da Batalha (distrito de Leiria), Loures (Lisboa) e Ourém (Santarém), aderiram à Rede Global de Cidades de Aprendizagem da UNESCO outras 52 cidades de 27 países.

Atualmente, 230 cidades de 64 países – entre as quais 11 cidades portuguesas (incluindo Alcobaça, desde 2019) – fazem parte da rede, cuja criação foi aprovada em 2013, na Declaração de Pequim sobre “Aprendizagem ao Longo da Vida para todos: promover a inclusão, a prosperidade e a sustentabilidade nas suas cidades”.

O Instituto para a Aprendizagem ao Longo da Vida da UNESCO, como coordenador da rede, admitiu os novos membros após a sua nomeação pelas Comissões Nacionais da UNESCO dos respetivos países.

Nos processos de inscrição, deve ser demonstrado que existe “uma visão clara para fornecer oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos na comunidade” e, depois de serem admitidas, as cidades devem participar nas atividades da rede e elaborar relatórios bianuais descrevendo as suas atividades.

Citado na nota, o presidente da Câmara da Batalha, Paulo Santos, refere que a adesão da cidade à rede irá permitir aprender e consolidar experiência relacionada com a Educação.

“Sabendo que a Educação é um dos principais vetores das sociedades modernas, temos dedicado especial atenção, com um foco particular na inclusão, especialmente entre os cidadãos com deficiência, para fomentar o acesso à informação e dando-lhes oportunidades para apreender o que os rodeia como cidadãos plenos”Paulo Batista Santos, presidente da Câmara da Batalha

Em Ourém, onde estudam 6.500 alunos distribuídos por três agrupamentos escolares públicos, uma escola profissional e três estabelecimentos privados, pretende-se continuar a desenvolver programas educativos e projetos direcionados para o desenvolvimento sustentável, saúde e bem-estar, além da promoção da inclusão dos migrantes e refugiados e das pessoas com deficiência e a promoção da igualdade de género.

“Pertencer à Rede de Global de Cidades de Aprendizagem era uma ambição que nos pode guiar na construção do conceito de aprendizagem ao longo da vida. Assumimos o compromisso […] de promover uma aprendizagem inclusiva e uma cultura de aprendizagem ao longo da vida. Identificámos algumas lacunas por preencher e foi por isso que formalizámos a nossa candidatura”Luís Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém

O presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, destaca o compromisso diário da autarquia em construir escolas públicas de qualidade e inclusivas.

“Nas diferentes dimensões na intervenção municipal procuramos promover as melhores condições de ensino e aprendizagem, reduzindo a exclusão e promovendo também a aprendizagem ao longo da vida. Contudo, para alcançar estes objetivos, contamos com a participação – absolutamente indispensável – de todos: cidadãos, entidades públicas e privadas, entidades locais, nacionais e internacionais. Esperamos que a Rede Global de Cidades de Aprendizagem da UNESCO nos dê inspiração e conhecimento”, salienta Bernardino Soares, também citado no comunicado.

No comunicado é referido que o diretor do Instituto para a Aprendizagem ao Longo da Vida, David Atchoarena, considera que a pandemia de Covid-19 sublinhou a necessidade de construir no futuro sistemas de educação mais resilientes.