Dois vitrais e um frontão de uma mansarda do Mosteiro de Alcobaça estão a ser alvo de uma reparação urgente, devido a problemas de instabilidade, segundo a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

A intervenção “com caráter de urgência” foi adjudicada pela DGPC, depois de, “durante uma visita regular de inspeção”, terem sido identificados “problemas de conservação e estabilidade” nos vitrais do braço norte do transepto da igreja”, na ala norte do Claustro do Cardeal, no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.

Questionada pela Lusa, a DGPC informou na quarta-feira, 7 de outubro, que o estado de conservação dos vitrais e do frontão “podiam pôr em causa a integridade destes elementos e a segurança dos visitantes”, levando o departamento de obras daquele organismo a propor o restauro.

A empreitada, denominada “Mosteiro de Alcobaça – Reparações urgentes de vitrais e frontão”, foi iniciada no final de agosto e tem um prazo de execução de 60 dias.

A obra, adjudicada à empresa Atelier do Vidro, de Porto de Mós, pelo valor de 17.543,00 euros, contempla o tratamento dos dois vitrais do transepto norte da Igreja, incluindo a sua estrutura metálica de suporte.

A empreitada inclui ainda a limpeza e consolidação do frontão da ala norte do claustro do cardeal.

O Mosteiro de Alcobaça, no distrito de Leiria, foi uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em Portugal, tendo-se tornado a principal casa da Ordem religiosa.

As dependências medievais ainda conservadas fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem as edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitetura portuguesa, pode ler-se na página da internet DGPC.

O Mosteiro está inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO, desde 1983.