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Sociedade

Fortaleza de Peniche acolhe exposição sobre Aristides de Sousa Mendes

Intitulada “Candelabro – Aristides de Sousa Mendes: o exílio da vida”, a exposição é aberta ao público no dia em que se assinala a libertação dos presos políticos da antiga cadeia de Peniche.

O Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, instalado na Fortaleza de Peniche, abre ao público na terça-feira, 27 de abril, a sua primeira exposição internacional, dedicada a Aristides de Sousa Mendes, anunciou hoje a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

imagem do rosto de aristides de sousa mendes sobreposto num visto assinado por si enquanto cônsul de Bordéus
Aristides de Sousa Mendes foi cônsul em Bordéus e assinou milhares de vistos para Portugal. Foto: Direção-Geral da Educação

Intitulada “Candelabro – Aristides de Sousa Mendes: o exílio da vida”, a exposição é aberta ao público no dia 27, data simbólica da libertação, em 1974, dos presos políticos da antiga cadeia na Fortaleza de Peniche.

Da exposição faz parte uma vídeo-escultura, obra contemporânea de grande porte que interpreta o dilema de Aristides de Sousa Mendes nos dias anteriores à decisão que salvaria milhares de vidas do terror nazi.

A peça é de autoria de Werner Klotz, artista residente em Berlim que se tem notabilizado no domínio da arte pública.

Imagem do interior da Fortaleza de Peniche

Numa parceria entre a DGPC, a Fundação Sousa Mendes, de Nova Iorque, o Comité Sousa Mendes, de Bordéus, a exposição constitui-se como uma “homenagem em torno do justo reconhecimento de um resistente e de um herói” e “uma evocação do legado” de Aristides de Sousa Mendes, refere a DGPC em nota de imprensa.

A mostra resulta da união de pessoas e vontades de Portugal, França, Alemanha, Estados Unidos da América e Canadá,

Em 1940, em plena II Guerra Mundial, Aristides de Sousa Mendes, cônsul português em Bordéus, “perante o desespero dos refugiados que fugiam do avanço das tropas alemãs, decidiu agir de acordo com a sua consciência e valores, desobedecendo às ordens que recebera do governo de Salazar e assinando milhares de vistos para Portugal”.

“Aristides de Sousa Mendes foi proscrito até à morte pelo regime fascista. A grandeza do seu gesto seria reconhecida pelo Estado Português em 1988, ao ilibar a sua memória e repor o seu estatuto de diplomata. A 3 de abril de 2017, dia do aniversário da sua morte, Portugal atribui a Aristides de Sousa Mendes a Grã Cruz da Ordem da Liberdade. Mais recentemente, em junho de 2020, o Parlamento vota por unanimidade que lhe sejam concedidas honras de Panteão Nacional”, lembra o comunicado da DGPC.

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