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Marinha Grande

PS da Marinha Grande defende classificação do Pinhal do Rei como parque natural

Os socialistas da Marinha Grande defendem “uma limpeza das áreas não ardidas antes do próximo verão” e das “espécies infestantes nas áreas onde foi feita plantação nova”.

A Comissão Política Concelhia do PS da Marinha Grande defendeu hoje a classificação do Pinhal do Rei como parque natural, para que possa ter gestão partilhada e participada pelo município, face à “incapacidade do Governo”.

“Face à incapacidade do Governo e do ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas] em defender os interesses do Pinhal do Rei, deverá ser avaliada a possibilidade de o Pinhal do Rei ser classificado como Parque Natural – mantendo a sua vertente de exploração agroflorestal – e como tal ter uma gestão partilhada e participada, nomeadamente, pela Câmara Municipal da Marinha Grande”, adianta uma nota de imprensa da concelhia do PS.

A posição dos socialistas da Marinha Grande surge depois das declarações do ministro do Ambiente durante a audição regimental na comissão de Agricultura e Mar sobre a reflorestação do Pinhal de Leiria, após o incêndio de 2017, e a poluição do rio Lis.

A nota de imprensa refere ainda que as declarações do ministro João Carlos Matos Fernandes “pretendem apenas escamotear a responsabilidade dos dirigentes nacionais e regionais do ICNF que, mesmo mudando os rostos e os nomes, permanece imutável na sua atitude arrogante e de sobranceria sobre os órgãos autárquicos e a população marinhense em geral”.

A concelhia defende “uma limpeza das áreas não ardidas antes do próximo verão” e das “espécies infestantes nas áreas onde foi feita plantação nova”.

“Urge fazer a plantação nas áreas onde a reflorestação natural nunca será alcançada e que estão já hoje perfeitamente identificadas”, sublinha.

Sobre o facto da construção da nova Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES) não avançar, o PS lamenta que o “senhor ministro queira agora empurrar a porcaria para a ETAR do Norte, no limite do concelho de Leiria, com a freguesia de Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande, quando aquela ETAR [Estação de Tratamento de Águas Residuais] já tem agora, quando não está na sua capacidade máxima, problemas com recorrentes descargas poluidoras para o rio Lis”.

Os socialistas da Marinha Grande lamentam ainda que o ministro tenha referido que “não faz sentido construirmos uma estação que não temos a mais pálida garantia de um dia vir a ser utilizada”, pois “está a assumir a incompetência do Estado para aplicar e fiscalizar o cumprimento das leis e para punir ajustadamente os prevaricadores”.

Matos Fernandes defendeu, na terça-feira, que se deve esperar mais esta primavera pela regeneração natural do Pinhal de Leiria, que ardeu nos incêndios de 2017, revelando que já estão executadas rearborizações em 1.200 hectares, adiantando que já teve a oportunidade de ver “pinheiros já com dois metros de altura, outros com 20 centímetros de altura, ou seja, que estavam agora a rebentar”.

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