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Cultura

Quatro artistas numa “relação quase provocatória” em Leiria

A nova exposição do Banco das Artes Galeria junta Luís Almeida, Luís Silveirinha, Rodrigo Canhão e Run Jiang.

Duas das pinturas de Rodrigo Canhão patentes no Banco das Artes

O sétimo disco de originais de Leonard Cohen, “Various Positions” (lançado em 1984) foi o mote para o título da mais recente exposição do Banco das Artes Galeria (BAG) onde, até 1 de maio, está pintura, desenho e instalação de Luís Almeida, Luís Silveirinha, Rodrigo Canhão e Run Jiang. Pensada antes da pandemia, a exposição foi sendo adiada – até poder ser inaugurada no sábado passado.

Para a coordenadora do BAG, Ana David Mendes, “Various Positions” respira “um pouco desse ato provocatório” que é “o espaço envolvente e as pessoas que nos afetam no decurso da nossa vida”. É que o trabalho dos quatro artistas apresenta-se intercalado nas várias salas, assumindo uma “relação quase provocatória de contaminação”.

“Todas as obras, quando entram em diálogo com outras, vão produzindo novos significados e vão ganhando novo sentido”. Uma dinâmica que pode ser extrapolada para o “conjunto de relações que nós estabelecemos com os outros”, não só “pelo olhar do outro mas também pela convivência com o outro”, sublinhou Ana David Mendes.

Na galeria municipal de Leiria, o convite lançado ao espectador é acrescentar algo à relação entre as obras – e, porque não, enquanto ouve Cohen nos headphones. “Esta exposição vai ter um significado com certeza diverso para cada um de nós. É nessa divergência que procuramos uma convergência – e essa convergência, no fundo, é o resultado de uma contaminação”, conclui a coordenadora.

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