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Camionistas protestam preço dos combustíveis e reúnem em Porto de Mós para decidir “o que fazer a seguir”

As viaturas chegaram ao início da tarde, numa marcha lenta que partiu do Carregado, em Lisboa.

As viaturas chegaram a Porto de Mós perto das 14h30 Joaquim Dâmaso

A velocidade reduzida, os “quatro-piscas” ligados e os sons repetidos de buzinas denunciaram a chegada de perto de duas dezenas de camiões, em protesto, ao início da tarde desta sexta-feira, dia 18, à zona industrial de Porto de Mós.

O aumento do preço dos combustíveis motivou esta marcha lenta, que durava desde as 10 horas, quando os veículos pesados de mercadorias saíram do Parque TIR (Transportes Internacionais Rodoviários) do Carregado, no distrito de Lisboa.

De acordo com o porta-voz da iniciativa, o número de viaturas deverá aumentar nas próximas horas, com a chegada de profissionais do sector oriundos de zonas do centro e norte do país.

“Está mais pessoal a chegar, vamos reunir todos em plenário para decidirmos, se não nos disserem nada [o Governo], o que vamos fazer a seguir”, afirmou Paulo Maia, porta-voz da plataforma “Sobrevivência do Setor”.

Os profissionais exigem a alteração do valor do IVA aplicado aos combustíveis e a passagem destes veículos da classe 4 para a classe 2 no que diz respeito ao pagamento de portagens.

“São as medidas que nós vemos, de imediato, que dão alguma liquidez financeira às empresas”, explicou.

Esta marcha lenta estava inicialmente marcada para quarta-feira, dia 17, com saída às 17 horas do Carregado. O “cansaço acumulado e o número de viaturas que teriam de se deslocar” levou os motoristas a adiar a saída para esta manhã, explicou outro responsável pela iniciativa, à Lusa, ainda na noite de ontem.

Outro motivo terá sido o facto de os motoristas terem tido acesso “às medidas que o Governo vai adotar para mitigar os custos”, adiantou a mesma fonte.

O Conselho de Ministros aprovou esta sexta-feira um apoio extraordinário de 30 cêntimos por litro de combustível aos veículos até 35 toneladas e de 20 cêntimos para pesados a partir das 35 toneladas.

De acordo com a informação divulgada na quinta-feira pelo ministério das Infraestruturas e da Habitação, o apoio é pago de uma só vez, contemplando limites mensais de consumo de combustível diferentes em função da tonelagem dos veículos.

Hoje, em Porto de Mós, Paulo Maia considerou este apoio insuficiente: “Agradeço aquilo que nos deram, mas isso é por três meses e num pagamento só, nós já estamos no final de março e vamos continuar a trabalhar sem ter qualquer tipo de ajuda”.

O porta-voz da iniciativa estima que, esta sexta-feira, poderão reunir-se cerca de 300 motoristas na zona industrial daquele concelho. “Não vai ficar aquém”, garante.

A plataforma “Sobrevivência do Setor” foi criada através do Whatsapp, esta semana, por empresários do sector que organizaram um protesto na segunda-feira, no qual cerca de 40 empresários e motoristas do sector participaram.

Com Lusa

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