Assinar
Cultura

Inesa Markava leva “Museus Imaginários” a Bilbau

A bailarina e investigadora de Leiria está em residência artística no museu Guggenheim Bilbao para criar uma performance dançada em torno da exposição de Jean Dubuffet.

Inesa Markava orienta esta sexta-feira um workshop sobre o processo criativo adjacente ao projeto "Museus Imaginários", em Bilbau. No fim de semana, decorrem as visitas performativas Sandra Costa

Durante o último ano, a bailarina Inesa Markava ajudou a aproximar o público de museus e exposições com as inúmeras performances criadas para espaços culturais de Leiria, no âmbito do projeto “Museus Imaginários”.

O projeto ganhou agora asas para voar e acaba de se internacionalizar, com estreia em Bilbau, Espanha. É no museu Guggenheim Bilbao que a bailarina tem estado em residência artística, para criar uma performance a partir da exposição “Celebração Ardente”, do pintor Jean Dubuffet.

Antes de apresentar o resultado da performance propriamente dita, Inesa irá dinamizar um workshop naquele museu esta sexta-feira, dia 1, pelas 17h30, para explicar todo o processo criativo e o interesse pelas práticas pedagógicas através da dança, lê-se na sinopse da atividade na página do museu.

A oficina é destinada a maiores de 18 anos e tem um custo associado de 10 euros (para sócios do museu) e 12 euros (para público em geral).

Neste fim de semana, dias 2 e 3, decorrem as visitas performativas – já esgotadas – nas quais o público tem a oportunidade de apreciar a famosa pintura animada “Cuckoo Bazaar” de Jean Dubuffet, entre outros trabalhos, pelo olhar de Inesa.

“Cuckoo Bazaar” é uma peça de arte que combina elementos escultóricos e figurino, tendo ganho vida numa apresentação realizada no Museu Solomon R. Guggenheim, em Nova Iorque, em 1973.

Jean Dubuffet nasceu em 1901, em Havre, França. Depois se ter formado na Escola de Belas-Artes, dedicou-se inteiramente à pintura, tendo os primeiros trabalhos sido realizados após a I Guerra Mundial, numa reação contra o radicalismo estético das vanguardas de inícios do século.

Em 1937, viria a abandonar a carreira artística durante cinco anos. Embora os seus trabalhos fossem inicialmente motivo de escárnio por parte da crítica e do público, a obra de Dubuffet é atualmente aclamada por muitos e foi percussora de várias correntes artísticas desenvolvidas na segunda metade do século XX.

No percurso do pintor que faleceu em 1985, destaca-se a criação da Companhia de Arte Bruta, em 1948, para descrever o tipo de arte desenvolvida por crianças ou pessoas sem formação artística.

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.

Se já é assinante, entre com a sua conta. Entrar