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Ansião

Não há memória de um incêndio desta dimensão em Ansião

Fogos que fustigam o concelho já dizimaram mais de 6 mil hectares de floresta, com maior incidência nas freguesias de Pousaflores e Santiago da Guarda.

As altas temperaturas e a baixa humidade, as mudanças do vento e a falta de acessos são os principais adversários de bombeiros e população que há sete dias enfrentam uma situação de calamidade nunca vivida em Ansião e que tem vindo a dizimar a mancha verde que carateriza o território.

Aqueles que são os maiores incêndios de que há memória no concelho têm levado muitos a questionar se a atual conjugação de fatores pode fazer com que se repita uma situação como a que se viveu em Pedrógão Grande, a 17 de junho de 2017.

Com o aumento da temperatura ao longo do dia, o trabalho dos operacionais no terreno complicou-se e os esforços concentraram-se no sentido de evitar que os focos ativos se alastrassem. Impedirreativações de outras frentes deste incêndio que tem levado à interdição intermitente do IC8 e de várias estradas municipais foi outro dos objetivos.

Os fogos que fustigam o concelho de Ansião já dizimaram mais de 6 mil hectares de floresta, com maior incidência nas freguesias de Pousaflores e Santiago da Guarda, de onde, só no dia de ontem, foram retiradas mais de 80 pessoas.

“Estamos a retirar os idosos e as pessoas com mobilidade reduzida para que elas possam estar em segurança. Todas as pessoas que possam dar uma ajuda aos operacionais a defender as suas habitações essas sim, claro que não as vamos retirar, elas fazem parte da solução”, afirmou o 2º comandante da Proteção Civil, Ricardo Costa, atualmente a coordenar o posto de comando sediado no quartel dos Bombeiros Voluntários de Ansião.

O presidente da Câmara de Ansião, António Domingues, que dois dias antes pedira mais meios “para evitar uma catástrofe”, afirmou à comunicação social que os meios aéreos deviam ter chegado mais rápido. O autarca reconheceu que o vento dificultou o combate às chamas e que estas lavraram “numa grande extensão”, mas acredita que houve “descoordenação de meios”.

Com o aumento da temperatura, ao longo do dia, e um incêndio ainda ativo em Ansião, o trabalho dos operacionais no terreno complica-se para evitar que o fogo se alastre a outras localidades. Além disso, as autoridades ainda estão a assegurar que não há reativações de outras frentes deste incêndio.

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