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Cultura

Património é o mote para sete peças no Festival de Teatro de Rua de Porto de Mós

Há oito anos começaram por ser quatro os grupos locais envolvidos e, agora, esse número duplicou

Um Par de Cinco - Grupo de Teatro de Mira de Aire abre o festival, na sexta-feira

Sete peças de teatro criadas a partir do tema “Património” são apresentadas em estreia no 7º Festival de Teatro de Rua de Porto de Mós, que começa na sexta-feira, dia 22.

O festival mobiliza sete grupos de teatro do concelho e decorre ao longo de três fins de semana, até 6 de agosto, na Praça da República, no centro de Porto de Mós.

Do património edificado ao património imaterial, passando pela natureza e pelo património que constitui a memória e as pessoas, os espetáculos refletem “a liberdade de escolha e de opinião dos grupos”, explicou Fredéric da Cruz Pires, do Leirena, companhia de teatro que produz o festival em parceria com o município.

“Começámos a trabalhar em março e cada grupo procurou, discutiu e escolheu um elemento do seu património para trabalhar. O resultado é algo que faz parte da sua freguesia, do concelho, mas também dá a conhecer quem são, o que pensam e o que gostam de discutir os elementos destes sete grupos”, diz o coordenador.

O Festival de Teatro de Rua de Porto de Mós arrancou em 2014 com quatro grupos e tem vindo a crescer, sublinha Fredéric da Cruz Pires:

“Tem sido um projeto feliz, de sucesso, que o Leirena desenvolveu com o município de Porto de Mós para promover a cultura do concelho”.

Há oito anos começaram por ser quatro os grupos locais envolvidos e, agora, esse número duplicou – um dos habituais envolvidos está em reorganização interna e não participa este ano.

“Ano após ano o festival foi crescendo, recuperando uma tradição que já tinha existido no concelho. Encontraram-se estratégias para levar novamente as pessoas a fazer e ver teatro, chegando a ter até 300 pessoas a ver os espetáculos na Praça da República”.

Durante a pandemia o festival foi suspenso em 2020, regressando em 2021, “ainda com muito receio da parte das pessoas”, e a consequente quebra de assistências.

Mas, este verão, o responsável acredita que voltem a verificar-se as enchentes de anos anteriores.

“Este ano esperamos que volte ao que era, porque este festival tem uma coisa única: é na rua, feito e interpretado por grupos amadores do concelho – embora dirigidos por encenadores profissionais – e o foco são as pessoas, o encontro e a festa que o teatro proporciona. É uma comunhão de familiares, amigos vizinhos que vêm ver teatro, numa comunhão em torno da arte dramática”.

O Festival de Teatro de Rua de Porto de Mós começa na noite de sexta-feira, com “As do Moinho da Fonte”, por Um Par de Cinco – Grupo de Teatro de Mira de Aire. No dia 23 de julho estreia “Até a tempestade passar”, de “Os miúdos da serra” – Grupo de Teatro de Alqueidão da Serra. Domingo, o Mendigal – Grupo de Teatro de Mendiga e Arrimal revela “Rádio Stone”.

Pelo palco da Praça da República passa também “Nas margens do rio”, do Trupêgo – Grupo de Teatro de Porto de Mós, no dia 29 de julho, num fim de semana em que o Olaré – Grupo de Teatro de Serro Ventoso interpreta “A busca pela cabra de oiro”, no dia 30.

A fechar a programação, o Teatr’Ambu – Grupo de Teatro de São Jorge leva à cena “A associação” a 05 de agosto e, no dia seguinte, o JuncaTeatro – Teatro Regional do Juncal apresenta “Haverá sempre luar”.

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