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Coroa de Nª Srª de Fátima atrai 70% das visitas ao Museu do Santuário

A renovada exposição “Fátima Luz e Paz” conta a história dos acontecimentos de Fátima desde 1917 até hoje. A reformulação permite acolher mais visitantes e torna possível apreciar a Coroa Preciosa em 360º.

Marco Daniel Duarte explicou o novo protagonismo dado à Coroa Preciosa de Fátima na exposição "Fátima Luz e e Paz"

É uma metáfora em forma de museu, a nova proposta do Santuário de Fátima para a exposição permanente “Fátima Luz e Paz”, reaberta este mês de outubro. No Museu do Santuário, tudo começa nas trevas e num acesso sinuoso, que nos desequilibra, antes das salas e conteúdos principais. Afinal, lembram-se os tempos incertos da I Guerra Mundial, contexto dos acontecimentos de Fátima, em 1917, antes da jornada que culmina nas últimas visitas papais, de Bento XVI e Francisco, que ofereceram ao Santuário reluzentes rosas de ouro, expostas no final da exposição.

“É um percurso imersivo que coloca o visitante neste caminho entre as trevas e a luz, entre a guerra e a paz”, explica o diretor do Museu do Santuário, Marco Daniel Duarte.

Por ano, os espaços museológicos de Fátima recebem mais de 400 mil visitantes. Em 2019, o último “normal” antes da pandemia, o Museu o Santuário acolheu 75 mil visitantes (sobretudo estrangeiros). A renovação agora inaugurada procura atrair ainda mais turistas com um novo percurso expositivo em que se privilegia o espaço para permitir visitas de grupos de peregrinos e onde é dado ainda mais destaque à Coroa Preciosa de Nossa Senhora de Fátima.

“É sem dúvida nenhuma a ‘jóia da coroa’ desta exposição”, salienta Marco Daniel Duarte, lembrando que a peça em ouro e pedras preciosas – que contém também a bala que visou João Paulo II no atentado de 1982 no Vaticano – “atrai 70% das pessoas que querem vir visitar o museu”.

Colocada num espaço nobre do museu, a coroa pode agora ser apreciada a 360º, o que antes não acontecia. A peça é encarada como “a síntese do que é o Museu do Santuário de Fátima”, pelo que representa material e imaterialmente.

“É uma alegoria de toda a exposição” e também do museu, cuja responsabilidade é “dignificar todos esses objetos” doados, sejam “peças de ouro oferecidas a Nossa Senhora ou uma peça de cera, uma peça de plástico ou uma peça de madeira. Todas têm para nós a mesma valia”, afirmou.

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