Chegado o inverno, as previsões meteorológicas apontam para tempo frio nos próximos dias, com alguns distritos do país a registarem temperaturas negativas.
Com a descida das temperaturas, aumenta o risco de doenças respiratórias, agravamento de condições crónicas e acidentes, alerta a Direção-Geral da Saúde (DGS), que partilha um conjunto de recomendações que visa maior proteção contra o frio, com especial atenção para os grupos mais vulneráveis.
A DGS aconselha as pessoas a manter-se quentes, evitando exposições prolongadas ao frio e mudanças bruscas de temperatura. Para tal, recomenda que ajustem a roupa ao ambienta, vestindo peças de roupa por camadas.
O uso de gorro, luvas, cachecol e meias quentes ajuda a proteger as extremidades e perda de calor, enquanto o uso de calçado antiderrapante é recomendado para prevenir quedas.
É ainda importante manter a pele hidratada, principalmente mãos, pés, cara e lábios, e beber água mesmo que não sinta sede.
No que toca à alimentação, é aconselhado o consumo de sopas e bebidas quentes, refeições mais frequentes e alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes (por exemplo, frutos e hortícolas), que contribuem para reduzir o aparecimento de infeções.
“Faça uma alimentação variada e saudável, evitando alimentos fritos, com muita gordura ou açúcar” e “evite o álcool, pois cria uma falsa sensação de calor e aumenta o risco de hipotermia”, sugere a DGS.
“As crianças pequenas, pessoas idosas, pessoas com doenças crónicas, trabalhadores ao ar livre ou pessoas em situação de isolamento ou sem abrigo precisam de vigilância redobrada”, acrescenta numa nota pública.
Em casa, as medidas de proteção incluem a verificação do estado dos equipamentos de aquecimento, devendo ser garantida uma ventilação adequada para renovar o ar.
O funcionamento de lareiras, salamandras e braseiras requer também um especial cuidado, atendendo ao risco de libertação de monóxido de carbono (gás tóxico e silencioso) e de acidentes que resultem em queimaduras, reforça a DGS, que aconselha a “apagar ou desligar os sistemas de aquecimento antes de se deitar ou sair de casa, de forma a evitar fogos ou intoxicações”.
“Evite dormir/descansar muito perto da fonte de calor, promova uma boa circulação de ar, não fechando completamente as divisões da casa, evite as correntes de ar frio, mantenha sob vigilância e siga as instruções de utilização de botijas de água quente e colchões elétricos, para evitar o risco de queimadura”, recomenda ainda a DGS, entre outras medidas de prevenção e proteção.
Em situações meteorológicas extremas, as viagens devem ser evitadas, recomenda ainda a DGS, alertando os automobilistas para a adoção de uma condução preventiva, “uma vez que podem existir zonas com gelo, pouca visibilidade e pavimento escorregadio”.
“Adote uma manutenção regular do veículo, realize as revisões periódicas recomendadas pelo fabricante, verifique regularmente a pressão dos pneus, bem como o seu estado geral, acompanhe os níveis de óleo, água e outros fluidos essenciais e assegure o bom funcionamento de luzes, travões e limpa-pára-brisas”, aconselha ainda.
A DGS reforça ainda a importância da vacinação contra a gripe e a Covid-19, de modo a reduzir o risco de doenças graves, internamentos e complicações respiratórias, e apela aos utentes que liguem para o SNS 24 (808 24 24 24) em caso de doença, ou para o 112 se suspeitar de uma situação de hipotermia.
“Os sinais típicos incluem tremores, respiração lenta, cansaço ou confusão e pele pálida e fria”, destaca.