A vida são dois dias, o Carnaval três e o festival A Porta uma semana… Mas porquê só uma semana por ano? Assim pensaram os responsáveis da Flamingo Imbatível e melhor fizeram: pela primeira vez, a associação que há dez edições abre A Porta, organiza outro evento: o Mercado Bandido. Sábado, dia 20, destranca-se outra porta há muito fechada em Leiria: a do antigo Mercado Municipal.
Das 11 às 20 horas, há Galeria Clandestina (com obras de Gonçalo Pena, Nuno Gaivoto, Sílvia Patrício, Neuza Matias e Tiago Baptista), Oficinas Traquinas, bazar, música e petiscos. Ou seja, o ADN d’A Porta está neste Mercado Bandido, com cultura, atividades para famílias, marcas locais e sugestões de prendas de Natal.
“Havia muita vontade de fazer outras coisas ao longo do ano. Sentimos que sabe a pouco trabalhar apenas para uma semana no ano”, assume Miguel Ferraz, da Flamingo Imbatível. E sentiam também que perdiam oportunidades, até pela ambição de dialogar com o setor tecnológico.
A presença da Startup Leiria Mercado, ali ao lado, vai ajudar a ligar artes e tecnologia. “É uma primeira parceria de um caminho que estamos a tentar prever entre estes dois mundos, que queremos materializar n’A Porta”.
Mantendo o princípio de abrir espaços esquecidos na cidade, depois da Villa Portela, da Pousada da Juventude, do edifício da antiga EDP ou do Convento dos Capuchos, agora é o antigo Mercado Municipal, “mais um edifício, com tantas potencialidades, que estamos a colecionar”, frisa Miguel Ferraz, admitindo desafios nesta ocupação, há muito desejada.
Desde logo, a dificuldade em comunicar onde fica o edifício; depois a gestão de um imenso espaço – dois pisos com muitos metros quadrados; e ainda “fazer tudo com budget [orçamento] zero, só com voluntariado”. Mas o mais importante é o convite para a redescoberta e questionamento: “Vamos tentar apontar um possível futuro, deixar o ‘bichinho’ sobre aquele edifício”.
Entre a programação, destaque para a festa animada pelo dj set de Alex d’Alva Teixeira, que arranca às 16 horas.
