Os efeitos da passagem do Rockin’1000 por Leiria ainda se fazem sentir. Por exemplo, na Sociedade Filarmónica Maceirense (SFM), onde alunos da classe de percussão do professor João Maneta andam a ter aulas numa bateria que por cá ficou depois da segunda passagem d’“A maior banda rock do mundo”.
A história é contada por Cláudia Monteiro, da Maceira, que participou como baterista no espetáculo deste ano. Num grupo do WhatsApp onde se juntaram os bateristas, um polaco perguntou se havia em Leiria alguém que pudesse receber uma bateria, comprada especialmente para o Rockin’1000 Leiria.
Cláudia ofereceu as instalações da sua firma – uma fábrica de chaminés e aquecimento central – para acolher a instrumento, da marca Thomann e avaliado em algumas centenas de euros, que Tomasz Maj comprou para o filho tocar no Estádio Municipal.
Depois da festa, Cláudia Monteiro decidiu atirar o “barro à parede”: “Não lhe perguntei se queria levar a bateria de volta, perguntei se a queria oferecer [risos]!”. E ela, que estudou flauta na banda da Maceira e teve lá os dois filhos a aprender música, falou-lhe na filarmónica, que acabou de completar 150 anos e que tem escola de música.
“Eles fazem um trabalho importantíssimo. Falei-lhe nisso, no espírito de música e numa ação humanitária. E ele logo aceitou”, recorda.
Encaminhada para a SFM, a bateria é usada agora por oito alunos, entre os 9 e os 14 anos, explica o presidente da filarmónica, Rui Sampaio. “Para nós tem um valor muito grande, porque foi simbólico e é-nos muito útil. Foi muito bem-vinda. Agradecemos muito ao senhor”.