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Cultura

Mergulhar no Nascentes, abraçar os Concertos para Bebés e vibrar com o “velhinho” ZX Spectrum

São três novas propostas para estes dias de recuperação das festas: dois filmes ajudam a descobrir duas realizações de referência que têm a marca de Leiria e uma série recorda um ícone tecnológico, na perspetiva de um realizador da região.

Três documentários a descobrir: “Concertos para Bebés: 27 anos de história”, “Onde nasce o rio, morre o medo” e “ZX Spectrum: de 1982 a mais além”

“Onde nasce o rio, morre o medo”: Entre o labor e a celebração, eis o festival Nascentes

Das primeiras reuniões do ano às desmontagens e arrumações de fim de festa, este festival é como um rio que nasce entusiasmado e desagua na foz, tranquilo e reconfortado com a sua missão. É assim Nascentes, festival que abraça a aldeia onde o Lis brota da terra, que já entrou na paisagem cultural da região – e cuja fama alastra e começa a irrigar outros territórios. Depois de ter sido apresentado à comunidade das Fontes na edição deste ano, o documentário “Onde nasce o rio, morre o medo” foi agora disponibilizado publicamente, online. Criado pela Omnichord, produzido e realizado pela Casota Collective, o filme acompanha o Nascentes desde os primeiros passos, sendo descrito pelos autores como “um gesto de carinho para todos os que fazem parte desta história”. Da adega do Nharro ao epicentro da Grota, passando pelas eiras, cozinhas, ensaios e outros momentos de bastidores, este é um documentário que, com os pés de molho no rio, convida a descobrir o que, como e quem faz acontecer esta realização comunitária. “Entre o labor e a celebração, revela-se a força invisível de quem, com dedicação e ternura, dá forma a cada edição”.

“Concertos para Bebés: 27 anos de história”: Há quase três décadas a revolucionar a relação da primeira infância com as artes

É proibido aos bebés irem a uma sala de concertos assistir a um espetáculo de música clássica? Então, foi por isso mesmo que há 27 anos nasceram os Concertos para Bebés, uma história que é recordada (e celebrada) num documentário de David Laplant, que a Musicalmente – companhia responsável pelos Concertos para Bebés -, lançou este mês. Entre bastidores, memórias e palco, revela-se como a música para bebés encontrou voz em Portugal e como ecoou muito além fronteiras – muito para lá de Leiria, onde em 1998 começou esta história, e também dos Pousos, onde o projeto mantém a sua sede. Ao longo de 13 minutos, revisitam-se 27 anos de criação e inovação, de epifanias e descobertas, mostrando bastidores, memórias e palco – dentro e fora de Portugal -, sempre com o mentor Paulo Lameiro como principal interlocutor. “É um registo vivo do que temos construído juntos: artistas, bebés, famílias e uma comunidade que sempre acreditou que a arte começa no colo”, descrevem os responsáveis pelos Concertos para Bebés. Ou como há quase três décadas se lançou o projeto que mudaria a forma de olhar a primeira infância em Portugal – e não só.

“ZX Spectrum: de 1982 a mais além”: A história da pequena máquina que mudou vidas em Portugal

Veja a série em “ZX Spectrum: de 1982 a mais além”

Chuckie Egg, Match Day, Formula One, Skool Daze, Renegade ou Tetris são alguns de muitos nomes que marcaram uma geração – a primeira que cresceu com computador, a jogar com amigos, a afinar gravadores, a ansiar que o Load “” funcionasse. Em resumo: a sonhar com o ZX Spectrum. É uma página da história contemporânea que marcou o entretenimento em 80 e 90 do século XX e que mudou vidas. É sobre tudo isso que se debruça o documentário “ZX Spectrum: de 1982 a mais além”, estreado recentemente pela RTP e disponível na RTP Play. São quatro episódios produzidos pela Galgo Filmes e realizados por Pedro Ramalho Marques, natural da Vieira de Leiria. A partir do percurso de João Diogo Ramos, fundador do Museu Load ZX, em Cantanhede, mostram-se exemplos de como se mantém fiel e entusiasta a comunidade Spectrum. A ponto de todos os anos se lançarem cerca de 200 novos jogos. E revela-se o papel fundamental dos primeiros computadores que invadiram os lares nacionais, contribuindo para os primeiros passos de futuros profissionais que hoje estão na vanguarda tecnológica. Mais do que um exercício nostálgico, a série de Pedro Ramalho Marques celebra uma máquina que marcou muitas existências.


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