A ponte românica sobre o rio Anços, na Redinha, concelho de Pombal, foi interditada ao tráfego rodoviário por questões de segurança, disse à agência Lusa a vereadora Isabel Marto.
Segundo a autarca, a ponte tem “um conjunto de patologias estruturais, nomeadamente alguma erosão do tardoz, algumas deformações ainda pequenas nos arcos, que estão a indicar que está a necessitar de algum reforço estrutural”.
A vereadora, que tem o pelouro do trânsito, explicou que, “como é uma ponte de elevada antiguidade” e que obriga à utilização de técnicas muito específicas”, o município “vai pedir um estudo externo de peritagem” que recomende à autarquia como intervir.
Por questões de segurança e de prevenção, está interditado o tráfego automóvel na totalidade, sendo que “existem traçados alternativos que vão permitir ir a qualquer parte da Redinha sem passar pela ponte”, esclareceu.
Questionada sobre quanto tempo vai demorar o estudo, a vereadora adiantou que “vai ser contratado no imediato”, embora reconhecendo que “a contratação pública tem sempre alguma demora no próprio procedimento”.
“Mas eu diria que esperamos ter conclusões ainda durante este ano, pelo menos conclusões que nos irão dizer se poderemos voltar a colocar o tráfego automóvel mesmo com algumas restrições, ou se devemos manter só o acesso pedonal enquanto não se fizerem as obras”.
No Facebook, a Câmara de Pombal referiu que, “na sequência de uma vistoria à ponte românica sobre o rio Anços, na freguesia da Redinha, e em concordância com a Unidade de Segurança Rodoviária e com o parecer favorável da Proteção Civil”, determinou a interdição total ao tráfego automóvel e a manutenção de acesso pedonal”.
A decisão “estará em vigor até à conclusão de estudos adicionais na ponte, que visam a salvaguarda da integridade física dos utilizadores e a preservação do legado patrimonial”, acrescentando que “foi criado um plano de sinalização temporário, que indica quais as vias alternativas para a circulação”.
No sítio na Internet do município lê-se que a ponte, “uma construção em pedra de origem românica, com três arcos”, desempenhou um papel estratégico crucial durante a batalha de 1811, no contexto das Invasões Francesas”.
“Foi junto à ponte da Redinha que as tropas francesas comandadas por Massena enfrentaram as forças anglo-lusas sob o comando do general Wellington”, divulgou, sustentando que, “mais do que uma simples infraestrutura, a ponte da Redinha é um símbolo da resistência local e um testemunho vivo de um episódio marcante da história militar portuguesa”.